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Governo mantém IPI reduzido a 3% para estimular venda de carros Consumo de bens duráveis deve aumentar, na perspectiva do Ministério da Fazenda

Vicente Nunes - Correio Braziliense

Célia Perrone

Publicação: 30/06/2014 17:49 Atualização: 30/06/2014 18:41

Intenção do governo é ajudar a esvaziar os estoques das montadoras (Monique Renne/CB/D.A Press)
Intenção do governo é ajudar a esvaziar os estoques das montadoras

O governo decidiu manter em 3% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros 1.0 até dezembro de 2014. Havia a possibilidade de o tributo passar para 7% a partir de amanhã, 1º de julho. Com essa decisão, o governo deixará de arrecadar R$ 800 milhões no segundo semestre, conforme informou no fim da tarde desta segunda-feira (30/6) o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Segundo ele, o governo decidiu dar novo estímulo ao setor automotivo, que enfrenta forte queda nas vendas, devido à dificuldade dos consumidores para obter crédito. Números preliminares indicam que, em junho, o total de carros novos licenciados caiu 11% ante o mesmo mês de 2013. Os estoques de veículos das concessionárias passa hoje de 45 dias, quando o normal é abaixo de 30.

Para Mantega, com a queda contínua da inflação, mês a mês, e a maior confiança dos consumidores, diante do sucesso da Copa do Mundo, o consumo de bens duráveis, como automóveis, deve aumentar.

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O economista da Consultoria Tendências Bruno Lavieri acredita que essa desoneração para a indústria automobilística "é uma gota no oceano dos R$ 48 bilhões em desonerações que o governo já fez esse ano, sendo que R$ 8 bilhões só em maio". Ele cita como exemplo as desonerações sobre a folha de pagamentos que acarretam um resultado um tanto dúbio, pois foram compensadas com tributação sobre receita e isso, indiretamente, é um incentivo para que não se aumente a produção. Lavieri ressalta que "não é o que se pretende, mas é o que acontece na prática e num país em que a produção já é muito baixa, é como se fosse um gol contra".

Segundo balanço da Anfavea, de janeiro a maio deste ano, as vendas de automóveis caíram 8,3% em comparação com o mesmo período de 2013. Foram vendidos 1,002 milhão de unidades nos primeiros cinco meses do ano, contra 1,092 milhão no mesmo período do ano passado.

A produção de automóveis caiu, de acordo com a Anfavea, 14,5% no acumulado dos primeiros cinco meses do ano. Foram fabricados 1,153 milhão de unidades de janeiro a maio de 2013, contra 990 mil no mesmo período deste ano. Em maio, a produção caiu 20% em comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 202 mil automóveis.

Com informações da Agência Brasil

Esta matéria tem: (4) comentários

Autor: Paulo Costa
A corruPTralha está preocupada, abrindo o "cofre público" (ou o q resta após terem assumido) para realizar mais uma farsa eleitoreira. Povão não esclarecido, que vive de "bolsas", de migalhas...tal como o Capo corrupto mor Lula disse: "Vira latas"...não se enganem! Após outubro a realidade virá!! | Denuncie |

Autor: MARCELO MASCARENHAS
Esse remédio já foi usado por diversas vezes, mas será que o problema do fraco crescimento do Brasil e inflação alta resolve-se assim?... TENHO CERTEZA QUE NÃO !!!!!! | Denuncie |

Autor: EVANDRO COSTA
Só manteve este IPI reduzido visando as eleições de outubro, mesmo assim vai perder as eleições. Ninguém suportar mais 04 anos dos desmandos do governo do PT. | Denuncie |

Autor: Paulo Ramon
Absurdo!!! Teremos mais carros nas ruas que não suportam mais tanto trânsito pesado todos os dias ... com o engarrafamento o Brasil vai parar... | Denuncie |

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