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Mais de metade da produção nacional de petróleo sairá do pré-sal já em 2018 Marca dos 100 mil barris por dia foi ultrapassada em 2010, e dobrada em 2012

Agência Brasil

Publicação: 01/07/2014 19:01 Atualização:

O petróleo da camada pré-sal deve responder por 52% da produção da Petrobras até 2018, previu nesta terça-feira (1º/7) a estatal, que comemorou a marca de 500 mil barris de petróleo por dia provenientes do pré-sal. Em 2020, quando a produção for o dobro da atual, 53% devem sair do pré-sal. De acordo com o diretor de Exploração e Produção, José Formigli, no ano passado, 7% do petróleo da estatal veio do pré-sal, e, em maio deste ano, o patamar subiu para 22%.

"Quando a gente fez as descobertas, muito se falou sobre dificuldades e a inviabilidade técnica do pré-sal. A Petrobras entendeu que tínhamos uma excelente oportunidade", disse Formigli. Até 2020, a estatal planeja atingir a produção de 4,2 milhões de barris por dia, o que, segundo a presidenta Graça Foster já é uma realidade contratada. Nesse quadro, o pré-sal contribuiria com mais de 2,2 milhões de barris.

A marca dos 100 mil barris por dia foi ultrapassada em 2010, e dobrada em 2012. Em fevereiro de 2013, se chegou a 300 mil barris, e um ano depois, a 400 mil. A velocidade do crescimento foi destacada pela Petrobras, que comparou o período de oito anos com os 31 anos que a companhia levou, desde sua fundação, para atingir uma produção diária de 500 mil barris, dispondo de mais 4,1 mil poços, dos quais só 25 na camada pré-sal.

Formigli explicou que parte desses 500 mil barris tem compensado o declínio de 200 mil barris por ano da produção na Bacia de Campos, o que leva a certa estabilidade na evolução da produção da companhia. Em maio, no entanto, a produção de petróleo da Petrobras cresceu 4,4% sobre o mesmo mês do ano anterior, e a produção conjunta, de petróleo e gás, aumentou 5,3%.

De acordo com a presidenta da empresa, Graça Foster, a produção da Petrobras deve se manter em torno de 4 milhões de barris por dia entre os anos de 2020 e 2030: "É administrar bem a companhia para que ela continue a realizar os investimentos em exploração e produção, termine os investimentos do downstream (refino do petróleo, tratamento do gás natural, transporte e comercialização/distribuição de derivados) e comece a usufruir dessa receita".

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Sem especificar quando, a presidenta afirmou que haverá reajuste no preço dos combustíveis, pois "quem tem política de preços é a Petrobras, e não o governo". Graça reconheceu que as ações da companhia estão baixas para o que ela entrega, em termos de produção, mas afirmou que o que pode fazer é cumprir o que promete e anuncia.

"Não há nenhuma dúvida de que as ações sofrem uma pressão bastante grande. Não se justifica que uma companhia que produz 2 milhões de barris de petróleo por dia, que refina 2,2 milhões de barris de petróleo, que entrega gás, atende ao setor de petróleo, tem 100% do mercado e é tao eficiente esteja com suas ações tao desvalorizadas", disse ela, e considerou que esse problema será contornado em uma questão de tempo com o cumprimento das projeções anunciadas.



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