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Rodoviários de João Pessoa decretam greve por tempo indeterminado Os funcionários reivindicam aumento salarial de 14%; tíquete-alimentação de R$ 500,00 e que os empregadores arquem com os custos totais do plano de saúde

Agência Brasil

Publicação: 07/07/2014 13:06 Atualização:

Rodoviários da região metropolitana de João Pessoa (PB) cruzaram os braços a zero hora desta segunda-feira (7/7) e deflagraram greve por tempo indeterminado. O movimento afeta 260 mil usuários de ônibus da capital paraibana, além de Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e Conde. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbanos (Sintur) já recorreu à Justiça do Trabalho para que seja definido o percentual mínimo de funcionários que devem continuar trabalhando.

Motoristas, cobradores, e funcionários administrativos e da manutenção das oito empresas que atendem à região reivindicam aumento salarial de 14%; tíquete-alimentação de R$ 500,00 e que os empregadores arquem com os custos totais do plano de saúde - hoje, pagos integralmente pelos próprios trabalhadores. A paralisação foi aprovada pela categoria durante assembleia realizada na quarta-feira (2/7), como forma de pressionar os empregadores a negociarem.

Na semana passada, as empresas ofereceram 6,5% de reajuste salarial e pediram mais 72 horas para negociar os outros itens da pauta dos trabalhadores. Segundo o Sintur, nos últimos dois anos, a categoria recebeu aumentos acima da inflação do período: 10% de reajuste em 2012, quando a inflação foi de 4,9% e 9% em 2013, diante de uma inflação de 6,7%. Hoje, o salário-base de um motorista é R$ 1.515,00.

O sindicato patronal classificou a paralisação como “precipitado”, já que os empregadores pediam aos rodoviários mais prazo apenas para chegarem a um consenso sobre as cláusulas econômicas – cujos percentuais acertados ao fim da negociação seriam pagos retroativamente. Além disso, o sindicato justifica a dificuldade das empresas em concederem aumentos sem reajustar proporcionalmente os preços das passagens. De acordo com o Sintur, os encargos pessoais e sociais correspondem a 42% dos custos operacionais das empresas.

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“Os patrões ofereceram reajustar os salários conforme o Inpc [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo], o que dá por volta de 6% e, a nosso ver, não repõe sequer as perdas do período”, declarou à Agência Brasil o diretor do Sindicato dos Motoristas, Ricardo Fidelis Cavalcanti. Segundo o sindicalista, 100% dos funcionários das oito empresas, ou seja, 5 mil motoristas, cobradores e funcionários administrativos e da manutenção, aderiram à paralisação.

“Esperamos que as empresas sinalizem com alguma resposta positiva para então avaliarmos a volta ao trabalho. Caso contrário, não temos data para encerrar a greve”, acrescentou Cavalcanti, garantindo que o sindicato não recebeu nenhuma notificação judicial a respeito da obrigação de manter um percentual mínimo de ônibus rodando. “Estamos à disposição da Justiça se algo for decidido”.

O Sintur confirmou à Agência Brasil que a paralisação atingiu 100% da categoria e que os 468 ônibus que deveriam rodar durante uma segunda-feira útil estão parados nas garagens das empresas.

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