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Presidente argentina defenderá banco de desenvolvimento do Brics Kirchner partirá nesta terça-feira, como outros presidentes da Unasul, para a reunião dos líderes emergentes cuja VI Cúpula ocorre em Fortaleza

France Presse

Publicação: 15/07/2014 16:13 Atualização:

Buenos Aires - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, viaja esta terça-feira (15/7) a Brasília para participar de uma reunião ampliada do Brics, onde apoiará a criação de um banco de desenvolvimento, deixando o governo nas mãos do vice-presidente Amado Boudou, indiciado por corrupção. Kirchner partirá esta tarde a Brasília, convidada, como outros presidentes da Unasul, para a reunião dos líderes emergentes cuja VI Cúpula acontece em Fortaleza.

"Acreditamos que este é um encontro muito importante e o papel da presidente é um papel muito pró-ativo", declarou o chefe de gabinete argentino em uma coletiva de imprensa na Casa Rosada. O coordenador de ministros do gabinete de Kirchner destacou a iniciativa dos líderes emergentes de criar um banco do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), como "uma importante ferramenta para impulsionar estratégias de desenvolvimento."

"Precisamos de bancos de desenvolvimento erigidos como ferramentas para o financiamento de obras de infraestruturas, para aumentar a competitividade, e não de bancos de desenvolvimento que funcionam como ferramenta extorsiva dos países mais desenvolvidos", disse o porta-voz do governo. Para seus colegas, Kirchner "informará sobre a situação da dívida do país" e falará sobre a disputa na justiça de Nova York com os fundos especulativos.

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Durante a sua ausência de 24 horas, o Poder Executivo argentino ficará a cargo de Boudou, o primeiro vice-presidente a ser processado durante o exercício das suas funções. Boudou foi acusado de ter ficado - por intermédio da empresa fantasma The Old Fund e de um testa-de-ferro -, com 70% da empresa Ciccone em troca de sua intervenção para evitar a quebra da firma. A Ciccone tem o monopólio da impressão do papel-moeda.

Além disso, o vice-presidente deve ser declarado na quarta-feira réu em outro caso, pela transferência de um automóvel adquirido por sua ex-mulher nos anos 90. O juiz encarregado do caso adiou nesta terça-feira a audiência preliminar para 23 de julho.

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