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AEB reduz previsões da balança comercial e prevê saldo menor que US$ 1 bi

O ano de 2014 será o quarto ano seguido em que as exportações registrarão queda

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postado em 15/07/2014 16:20

Rosana Hessel

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) reduziu nesta terça-feira (15/7) as projeções para a balança comercial brasileira de 2014 dada a perda de competitividade do país e a queda na atividade econômica. A entidade estima que o saldo comercial deste ano ficará abaixo de US$ 1 bilhão. A diferença entre exportação importação para este ano ficou em US$ 635 milhões, 75% menos que os US$ 2,56 bilhões registrados em 2013.

O ano de 2014 será o quarto ano seguido em que as exportações registrarão queda. As estimativas são que os embarques de produtos nacionais em com destino ao exterior somem US$ 228,2 bilhões, volume 5,8% menor que os US$ 242,2 bilhões registrados no ano passado. As importações deverão cair 5%, passando de US$ 239,6 bilhões, em 2013, para US$ 227,6 bilhões neste ano. As previsões anteriores da AEB, feitas em dezembro de 2014, eram de queda de 0,4%, nas exportações, e de redução de 3,1%, nas importações. O saldo comercial previsto era de um superavit US$ 7,2 bilhões.

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"Os responsáveis pela redução das exportações são os produtos manufaturados, com destaque negativo para as plataformas de petróleo e vendas para a Argentina, especialmente, no setor automobilístico", comentou o presidente da AEB, José Augusto de Castro. Ele prevê que os embarques de automóveis, que têm a Argentina como principal destino, deverão encolher 36% neste ano. Já as exportações de plataformas, que somaram US$ 7,7 bilhões no ano passado e salvaram a balança do primeiro deficit acumulado em 12 meses desde 2000, deverão chegar a, no máximo, US$ 2,5 bilhões neste ano. No caso dos básicos, haverá uma compensação nos preços, segundo ele. "Enquanto os preços de minério de ferro, da soja e do fumo, os de petróleo, de café e de carne bovina sobem", explicou.

Considerando que a Organização Mundial de Comércio (OMC) estima que as exportações globais devem crescer 4,7% este ano, com a queda de 5,8% nas exportações previstas pela AEB, a participação do Brasil deverá cair de 1,32%, de 2013, para 1,19%, neste ano, o que pode comprometer o país em se manter na 22ª posição do ranking. Esse dado, para piorar, é menor que os 1,23% de 2008, quando estourou a crise financeira global.

"Esses dados podem piorar ou melhorar. Tudo vai depender do desempenho das exportações e as importações nos próximos meses. Mas a preocupação toda está sendo a perda de competitividade do país. Não existe um plano ou estratégia de governo para que o comércio do país melhore. O jeito é torcer para que os preços das commodities nao caiam e que a economia da Argentina não piore ainda mais", completou.

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