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Salário mais alto causa até separação; mulheres devem ter jogo de cintura

Às vezes é necessário para o símbolo feminino do lar evitar o desconforto da família por ter renda superior à do companheiro

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postado em 24/08/2014 07:30 / atualizado em 23/08/2014 20:36

Bárbara Nascimento

A rápida ascensão das mulheres no mercado de trabalho ainda é vista com ressalvas por boa parte dos brasileiros, sobretudo se elas ganharem mais que os maridos. É dentro de casa e entre os familiares que o desconforto — e, em vários casos, preconceito — torna-se mais evidente. Para muitos homens, conviver com uma companheira de sucesso é uma afronta, uma ameaça à virilidade daqueles que foram criados para serem os provedores da casa.

Há situações em que a dificuldade para a aceitação é tamanha que casamentos até então embalados pelo clima de felicidade acabam. Quando os maridos se mostram compreensivos, são os familiares que atormentam as profissionais bem-sucedidas, a ponto delas ouvirem questionamentos do tipo: “Como pode sustentar aquele vagabundo?”. Essa situação se agrava no Distrito Federal e no Amapá, onde segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o salário médio das mulheres é maior do que o dos homens.

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A médica Suzane Coimbra, 35 anos, não esconde os traumas das cobranças. No início, quando montou seu consultório, só recebia elogios do marido, Marcos, 37, vendedor de produtos farmacêuticos. “Ele sempre ressaltava a minha força de vontade, o meu empenho em melhorar”, conta. À medida, porém, que a clientela de Suzane foi aumentando, e ela assumindo a maior parte das despesas de casa, o marido começou a ficar ressabiado.

O quadro piorou quando Marcos perdeu o emprego e foi obrigado a se recolocar em outra companhia ganhando menos. “Daí em diante, foi um inferno. Ele se sentiu humilhado e passou a me tratar com ironias e desrespeito. Para piorar, meus pais e meus irmãos passaram a ver a nossa relação como problemática e a classificar Marcos como aproveitador, que não parava em emprego nenhum, porque tinha uma mulher que o sustentava”, relembra Suzane.

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