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Com queda no faturamento, fábricas de máquinas preveem 20 mil demissões

Estimativas divulgadas pelo setor em fevereiro apontavam crescimento zero, praticamente empatando com 2013

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postado em 27/08/2014 06:04 / atualizado em 27/08/2014 09:15

Marinella Castro

Leonardo Horta/Usiminas - 1/6/09


Atingida em cheio pela desvalorização do câmbio, pelos juros altos, pela carga tributária e pela concorrência com os asiáticos, a indústria de máquinas e equipamentos já vê 2014 como ano perdido. As estimativas divulgadas pelo setor em fevereiro apontavam crescimento zero, praticamente empatando com 2013. A previsão revisada para baixo, apresentada ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), é a de uma queda de 15% no faturamento, R$ 11 bilhões a menos no caixa. A entidade também alerta para uma aceleração nas demissões.

Com o freio nas encomendas e a alta ociosidade, o setor fechou 11 mil postos de trabalho, alcançando 249,8 mil empregos, abaixo do nível de 2011. “Há empresas que estão segurando processos de demissão por falta de recursos ou para manter funcionários qualificados”, revelou Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq. A expectativa é que a crise continue repercutindo no emprego, podendo o total de dispensas dobrar até o Natal. “É difícil estimar como chegaremos a dezembro, mas os cortes podem variar de 15 mil a 20 mil vagas até lá ou 8% dos empregos diretos”, calculou.

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Os setores mais afetados no país são os ligados à fabricação de máquinas e equipamentos para os ramos de siderurgia, mineração e cimento. Segundo a Abimaq, produzir qualquer coisa aqui custa pelo menos 30% mais que na Europa e nos Estados Unidos, o que explica as dificuldades com a competição global. “Em 2000, fabricar no Brasil custava 34% menos que nos EUA, hoje sai 22% a mais. Somos o quinto país mais caro do mundo”, protestou José Cardoso, presidente executivo da associação. A China ocupa a 46ª posição.

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