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Mesmo com dívida de R$ 46 bi, Oi prepara oferta para levar a TIM

Analistas se surpreendem com a investida e acreditam que a redivisão do mercado com as rivais é o objetivo da iniciativa

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postado em 28/08/2014 06:02 / atualizado em 28/08/2014 09:20

Simone Kafruni

Com a menor participação de mercado e o maior endividamento do setor nacional de telecomunicações, a Oi surpreendeu o mercado ao contratar o banco BTG Pactual para assessorar sua oferta para comprar a TIM no Brasil. Especialistas acreditam que, sem caixa e com uma dívida líquida de R$ 46 bilhões, a Oi deve se unir à Claro, da mexicana América Móvil, e à Vivo, da espanhola Telefónica, na aquisição, com objetivo de fatiar a TIM e concentrar o mercado em só três grandes operadoras.

O movimento ocorre às vésperas do leilão de telefonia de quarta geração (4G), marcado para setembro. As companhias do setor precisarão de caixa para conquistar as respectivas licenças. “Difícil dissociar todas essas últimas ofertas do leilão que se aproxima. Telefónica e Telecom Italia disputam a GVT (da francesa Vivendi). A Oi decidiu ganhar tempo para resolver a questão com a Portugal Telecom (PT) e buscou também se capitalizar no mercado”, avaliou o especialista Dane Avanzi.

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Se era isso, conseguiu. As ações das duas companhias foram o destaque do pregão de ontem da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), que fechou com alta de 1,89%. Os papéis da TIM Participações se valorizaram 10,05%, a maior alta do dia, e os da Oi, 6,72%. Mas a recuperação é pequena para a Oi, que, além do alto endividamento, levou um baque quando a fusão com a PT esbarrou no calote que o grupo português levou ao emprestar 1 bilhão de euros à RioForte.

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