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Vendas de veículos nos primeiros meses do ano acumulam queda de 9,7%

Montadoras temem que mercado se mantenha desaquecido

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postado em 03/09/2014 06:04

Carlos Moura/CB/D.A Press - 3/10/09


As medidas do governo para estimular o financiamento de veículos se mostram, até o momento, ineficazes. E nem a injeção de recursos no mercado por meio do afrouxamento do compulsório dos bancos foi capaz de melhorar o ânimo da indústria automobilística. Os fabricantes temem que o cenário de juros, inflação e endividamento em alta se mantenham no próximo ano e prejudiquem ainda mais o desempenho do setor, afetando, inclusive, o nível de emprego. “Essa é a realidade atual do país e também a nossa”, afirmou o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flávio Meneghetti. “E com os ajustes econômicos esperados para a virada do ano, prevemos que mercado de veículos deve ser parecido em 2015.”

No mês passado, os emplacamento de automóveis e comerciais leves, ônibus e caminhões caíram 17,2% em comparação com agosto de 2013. Segundo a Fenabrave, 272.495 unidades foram vendidas no período contra 279.805 em julho, recuo de 7,56%. No acumulado do ano, somaram 2,23 milhões de veículos, com queda de 9,7% ante os primeiros oito meses de 2013.

Meneghetti afirmou que a queda nas vendas em agosto contrariou as previsões. “Fomos surpreendidos com agosto pior do que o de julho, que foi mês de Copa do Mundo e cheio de feriados”, afirmou. O executivo vê um ambiente pessimista para o consumidor, principalmente pelas informações econômicas, e a dificuldade de acesso ao crédito como as principais causas da contração no número de emplacamentos do mês passado.

Demissões

A expectativa do setor é de que a conjuntura macroeconômica adversa possa se agravar, caso se confirmem as previsões de que o próximo presidente tenha de tomar medidas, como, por exemplo, a recomposição de preços da gasolina e eletricidade, o que agravaria ainda mais as dificuldades na economia. Para Meneghetti, a cadeia automobilística pode inclusive começar a cortar postos de trabalho, apesar de várias das medidas anunciadas pelo governo federal nos últimos anos para incentivar o setor terem como contrapartida a promessa de manutenção de empregos. “Existe um limite de tempo. Se este cenário se prolongar, vamos ter que enfrentar essa questão”, disse. “As empresas precisam ficar vivas.”

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