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Territórios palestinos têm queda do crescimento econômico, afirma ONU Relatório também indicou que o índice de desemprego em Gaza é de 36% enquanto na Cisjordânia é de 22%

France Presse

Publicação: 03/09/2014 18:46 Atualização:

Genebra - O crescimento econômico sofreu uma queda sensível nos territórios palestinos em 2013 em comparação a 2011, segundo um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) divulgado nesta quarta-feira (3/9), mas elaborado antes da ofensiva israelense em Gaza.

O crescimento nos territórios palestinos passou de 11% em 2010 e 2011 para 1,5% em 2013, afirmou Mahmoud Elkhafif, coordenador da UNCTAD para a assistência ao povo palestino, ao apresentar o relatório à imprensa. "Terminamos nosso informe antes dos acontecimentos de julho em Gaza", ressalvou.

Durante a ofensiva israelense no território palestino, foram destruídas ou danificadas 40.000 moradias, 141 escolas, 29 hospitais, dezenas de fábricas e vastas extensões de terras cultivadas, segundo estimativas da ONU.

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Para Elkhafif, a economia dos territórios palestinos está cada vez mais vinculada à de Israel. "Está sendo criada uma espécie de desenvolvimento forçado vinculado a Israel", ressaltou. O relatório também indicou que o índice de desemprego em Gaza é de 36% enquanto na Cisjordânia é de 22%.

"Considera-se que apenas um lar em cada quatro está em situação de segurança alimentar", declarou. "Já antes da ofensiva israelense, a economia de Gaza estava em um estado de total decadência, por causa dos efeitos de sete anos de bloqueio israelense e das ofensivas militares do Estado de Israel em 2008 e 2012", acrescentou.

Segundo os economistas da UNCTAD, para ajudar a economia palestina, é necessária uma ação internacional favorável à "retirada das restrições à circulação na Cisjordânia e à suspensão total do bloqueio que asfixia a economia de Gaza e que isola 1,8 milhão de pessoas".

O relatório também critica a ocupação israelense da zona C da Cisjordânia, que representa 62% desse território palestino e "permanece sob o controle total de Israel, por ser rica em recursos naturais".

"Os palestinos têm um acesso muito limitado aos recursos naturais da zona C, enquanto os colonos israelenses têm liberdade para explorá-los: mármore, pedras, materiais de construção, minerais e sais do Mar Morto", indicam os especialistas no relatório.

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