Economia

Alexandre Tombini ficará no Banco Central no segundo mandato de Dilma

Formado em economia pela Universidade de Brasília (UnB), ele fez carreira dentro do próprio BC, onde ingressou por concurso público, em 1995

postado em 21/11/2014 17:11
 (foto: Mike Theiler/Reuters)
(foto: Mike Theiler/Reuters)
Tombini ocupou cargos importantes no banco durante os oito anos em que Meirelles foi presidente

O gaúcho Alexandre Tombini, 50 anos, foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para permanecer à frente do Banco Central (BC), no segundo mandato da petista, a partir de 2015. Tombini chegou a ser cotado para o principal posto da equipe econômica, nas últimas semanas, por sua atuação considerada bem-sucedida no BC. Só não foi efetivado no cargo porque demonstrou pouco interesse em mudar de posição.

[SAIBAMAIS]A decisão diz muito sobre quem é Alexandre Tombini, um técnico aplicado no trabalho e reservado na vida pessoal, que sempre procurou se manter fora dos holofotes. Formado em economia pela Universidade de Brasília (UnB), em 1984, ele fez carreira dentro do próprio BC, onde ingressou por concurso público, em 1995.

A aplicação nos estudos rendeu-lhe uma bolsa para estudar fora do país. Tombini foi um dos primeiros latino-americanos contemplados por bolsa patrocinada pelo empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann para estudar economia na Universidade Urbana Champaign, de Illinois, nos Estados Unidos, onde concluiu o pós-doutorado, em 1991. Fora descrito como ;um dos melhores alunos do doutorado; por um de seus professores de curso, o lendário brasilianista norte-americano Werner Baer.

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Da volta ao Brasil, galgou cargos importantes no BC. Em 1999, foi indicado para a chefia do recém-criado Departamento de Estudos e Pesquisas, posição em que permaneceu por dois anos. Assumiu sob forte pressão, porque, naquele ano, o Brasil sofrera um forte ataque especulativo, e o BC teve que abandonar a âncora cambial.

À época, o chefe de Tombini na Presidência do BC era Arminio Fraga, que 15 anos depois viria a disputar com o então subordinado a indicação para comandante da política econômica, já que num eventual governo Aécio Neves (PSDB), Fraga seria o ministro da Fazenda. Tombini sempre manteve uma postura de cordialidade com Fraga.

Da mesma forma como fez quando o BC foi comandado por Henrique Meirelles, que também chegou a ser cogitado para o cargo de ministro da Fazenda, no segundo governo Dilma. Tombini ocupou cargos importantes no banco durante os oito anos em que Meirelles foi presidente, de 2003 a 2010, entre os quais o de diretor de Diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro, entre abril de 2006 e dezembro de 2010.

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