Cinco nomes se destacam para substituir Graça Foster na Petrobras

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postado em 04/02/2015 11:11 / atualizado em 04/02/2015 11:52

Paulo Silva Pinto

Dos nomes em cogitação pelo governo para a Presidência da Petrobras, vaga após a renúncia de Maria das Graças Foster nesta manhã, cinco se destacam: o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles; o ex-presidente da Vale, Roger Agnelli; o ex-diretor da Petrobras Rodolfo Landim, o presidente do Grupo Caoa, Antonio Maciel Neto; e o presidente do Conselho de Administração da Brasil Foods, Nildemar Secches.


Há dois outros nomes do próprio governo em análise: o dos presidentes do BC, Alexandre Tombini, e o do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho — ambos são, porém, vistos com restrições, pela provável dificuldade de restaurarem a credibilidade da petroleira. A nova diretoria deverá ser anunciada depois da reunião do Conselho de Petrobras, na sexta-feira.

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Os cinco primeiros nomes são bem aceitos por analistas de mercado. “Henrique Meirelles é um coringa: sempre aparece quando se fala que o governo vai nomear alguém na área econômica. Rodolfo Landim é muito bem aceito por ser do ramo. Roger Agnelli, ainda que seja de outra área, é um grande executivo”, comentou Ricardo Nogueira, superintendente de operações da Corretora Souza Barros. Maciel Neto é ex-funcionário da Petrobras. Depois presidiu a Ford do Brasil e a Suzano. Secches tem também uma sólida carreira no setor privado.

 

Valter Campanato/ABr
 


Na avaliação de Nogueira, da Souza Barros, a confirmação de qualquer um desses executivos fará com que as ações da companhia continuem a subir, como ocorre desde ontem. “Os fundamentos da Petrobras são sólidos. Está atrapalhando é a falta de publicação do balanço, o que depende de uma decisão política. Quando isso for resolvido, os problemas ficarão para trás”, argumentou.


Landim , ex-diretor da Petrobras, é o preferido do mercado. Saiu da Petrobras numa época em que muitas pessoas estavam deixando a empresa, atraídas por Eike Batista, mas deixou o Grupo X antes que os problemas aparecessem. Um possível empecilho é que tem participação em uma empresa na área de petróleo, o que pode configurar conflito de interesses.

 

Eduardo Knapp/Folhapress
 


Agnelli construiu uma sólida reputação no comando da Vale. Mas deixou a empresa por pressão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. É improvável, embora não impossível, que as rusgas tenham sido superadas. Meirelles, ex-presidente do Banco Central (BC) já foi cotado para vários cargos, inclusive o de ministro da Fazenda, e continuou apenas um nome no horizonte.

 

REUTERS/Washington Alves
 


Mas o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Silvio Senedino, diz que os funcionários vão trabalhar contra a indicação de nomes de mercado. “Os problemas vão se resolver e essa pessoa vai ficar com a fama injustamente. Defendemos a seleção de um nome entre os funcionários da empresa”, diz.

 

Uma das dificuldades para escolher o presidente e a diretoria é o salário, que pode parecer alto, mas é baixo para os padrões do mundo corporativo quando se considera uma empresa gigante, de porte global.

 

Graça Foster, como é conhecida a ex-presidente da Petrobras, recebia R$ 100 mil mensais mais eventuais bônus de participação nos lucros. Agora ficará apenas com a aposentadoria de R$ 19 do fundo de pensão Petros. Graça, engenheria química, começou na companhia como estagiária e sempre trabalhou lá.

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