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Bolsa de valores brasileira reflete otimismo

Pesam a favor dos papéis brasileiros a onda de desinvestimentos promovida pelas companhias e a entrada de novos parceiros nos negócios

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postado em 17/10/2016 06:00

A primeira vitória da PEC do Teto, a inclinação pró-mercado do governo Temer e as recentes mudanças nos negócios da Petrobras têm estendido a lua de mel do investidor com o mercado acionário brasileiro. O desempenho positivo tem forte influência dos investidores estrangeiros, que aplicaram R$ 15,2 bilhões em recursos neste ano na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) e, só nos 11 primeiros dias de outubro, aportaram outros R$ 2,2 bilhões.

Entre 12 importantes bolsas do mundo, BM&FBovespa lidera a valorização do ano, com ganho de 42,5%. Só no último pregão, ela atingiu 61.767 pontos e especialistas acreditam que há espaço para avanço maior ainda este ano, na faixa entre 63 mil a 65 mil pontos.

Para Rafael Ohmachi, analista da Guide, a melhora do cenário trouxe o estrangeiro de volta ao país. “Antes do impeachment tinha um cenário escuro, mas hoje há uma melhora da confiança, que ainda é gradual, e esses investimentos vão voltando”, afirma

Celson Plácido, estrategista-chefe da XP Investimentos, pondera que os números não refletem um “céu de brigadeiro”, mas que o país está mais próximo de um cenário econômico seguro, mesmo diante de um mercado externo instável com a possível alta de juros e eleições nos Estados Unidos. “Gera um pouco de volatilidade, mas não afeta muito.”

Outros pontos que pesam a favor dos papéis brasileiros são a onda de desinvestimentos promovida pelas companhias e a entrada de novos parceiros nos negócios. Esses fatores, diz Ohmachi, diminuem os riscos e ajudam a valorizar as ações.

Apesar dos ganhos da Bolsa serem em parte graças aos primeiros passos de Temer, o mercado financeiro ainda aguarda como será aprovada, na prática, a PEC do Teto e se a reforma da Previdência conseguirão avançar. “O mercado precificou o otimismo, mas o salto representa mais a saída da Dilma do que as ações do Temer, que ainda estão no papel”, destaca André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.







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