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Manifestantes protestam em frente à casa de Maia contra a PEC 241

Um jantar com a base aliada do governo Temer está marcado para acontecer na residência oficial da Câmara, no Lago Sul, nesta segunda-feira (24/10)

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postado em 24/10/2016 22:48 / atualizado em 25/10/2016 00:57

Alessandra Azevedo - Especial para o Correio

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
 

 

Na noite desta segunda-feira (24/10), por volta das 20h, manifestantes contrários à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 começaram a se reunir em frente à residência oficial da Câmara, no Lago Sul, onde está marcado um jantar com a base aliada do governo Temer. Integrantes da Federação Nacional dos Servidores do Judiciário (Fenajud) e da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Ministérios Públicos dos Estados (Fenamp) carregam cartazes com os dizeres "não vamos pagar a conta".

 

 


Embora não acreditem em uma reversão no segundo turno na Câmara, nesta terça-feira (25/10), os sindicalistas têm esperança de que a medida seja barrada no Senado Federal. "Entre os deputados, acho que vai ser complicado. Mas, no Senado, ainda pode ter reversão, principalmente porque o quadro político está bem conturbado", afirmou o coordenador executivo da Fenamp, Alberto Ledur. Segundo ele, até dezembro, muitas "delações podem acontecer", que modificariam o placar.

Os pouco mais de 15 manifestantes presentes no local, até as 21h, garantiram que a maior concentração popular, no entanto, será na terça-feira (25/10), na Câmara, durante a votação. Segundo o presidente da Fenamp, Francisco Antônio Colares, há boatos de que o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM), não permitirá a entrada de manifestantes na Casa.

 

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"Pretendemos chegar bem cedo, para conseguirmos entrar sem maiores dificuldades", disse o presidente da Fenajud, Luiz Fernando Souza. "Somos contra a PEC, da maneira que está sendo votada. Entendemos que tem que ser mais discutida, deve haver audiência pública", defende.

Por volta das 21h, parlamentares começaram a chegar na residência oficial da Câmara. O deputado Jony Marcos (PRB-SE) chegou pouco antes das 21h30, e afirmou estar aberto a ouvir as justificativas do governo e do presidente da Câmara antes de decidir o voto. "Enquanto for uma medida necessária para o Brasil, acho que os deputados deveriam avaliar para votar", disse.

 

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
 

 

O deputado afirmou ainda não ter decidido o voto que será dado nesta terça-feira (25/10). "Vou saber hoje, aqui. Mas não vai ser a comida que vai determinar isso. Aliás, já jantei", disse.
Marcos afirmou ter dúvidas em relação ao tempo de vigência da PEC, de 20 anos. "Não sei se o Brasil precisa de 20 anos. Talvez seja um tempo muito extenso. Precisa avaliar se seria necessário uma emenda para diminuir o tempo que essa PEC precisaria agir", disse.

"Espero que eles nos convençam dessa necessidade. Entendo que o momento não é muito legal. Acho que o Brasil precisa adotar medidas que possam garantir o freio dos gastos públicos para que a gente possa dar o primeiro passo para fortalecer nossa economia. Gastando mais do que se arrecada, não é possível", concluiu.

Por volta das 22h, manifestantes gritavam palavras de ordem na frente da residência. "Os deputados estão passando fome. Vieram fazer uma boquinha na casa do Rodrigo Maia. É o bolsa marmita dos deputados", diziam. "Vendidos por um prato de comida? Nunca foi tão fácil comprar um deputado". "Enquanto a população vende o almoço para comprar a janta, os deputados jantam para vender a população."

 

Na saída do evento, por volta das 23h40, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário,  Osmar Terra, reforçou que não acredita que o governo terá dificuldades para passar a PEC na Câmara nem no Senado. "Acho que não vai ter nenhum problema, nenhuma dissidência, ninguém com posição diferente do que já tinha", afirmou. Ele acredita, inclusive, que a margem de aceitação por parte dos deputados pode aumentar em relação ao primeiro turno. Segundo ele, o presidente Temer não fez nenhum discurso durante o jantar, apenas conversou separadamente com alguns grupos.

 

O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) descreveu o jantar como "espartano, compatível com a PEC das despesas". Nos cálculos dele, estiveram presentes pelo menos 200 deputados. "A casa estava lotada", disse.

Ele disse que o presidente Temer, embora não tenha feito discurso, falou com todos os presentes, individualmente. Rosso calcula em mais de 300 número de votos favoráveis no segundo turno. "308 já pode ser comemorado pela população", disse. 

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