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Banco Central vê "desempenho abaixo do esperado"

Os integrantes do Copom afirmam também que o cenário internacional ainda é benigno para economias emergentes

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postado em 25/10/2016 09:50

Paulo Silva Pinto

Para o Banco Central (BC), a economia brasileira tem apresentado resultados ''um pouco abaixo do esperado''. Assim começa a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada na semana passada, texto que acaba de ser divulgado na página eletrônica da instituição. Os resultados de agosto são especialmente frustrantes, destacam os responsáveis pela decisão de reduzir a Selic, taxa básica de juros do país, em 0,25 ponto percentual, de 14,25% ao ano para 14%. Eles notam que o país segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção.

Os integrantes do Copom afirmam também que o cenário internacional ainda é benigno para economias emergentes, mas chamam a atenção para os riscos envolvidos nos sinais de que a taxa básica de juros nos Estados Unidos possa ter novos aumentos ainda neste ano por decisão do comitê de política monetária do país (Fomc, do Fed, o Federal Reserve).

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A queda na inflação registrada e nas projeções é registrada pelo Copom, que sugere, porém, cautela na avaliação de que isso possa se traduzir, de fato, em uma mudança para um patamar menor de carestia. O comitê destaca que o país passou por um longo período de níveis altos de variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que exige cuidados. A política monetária deve ser arrefecida, mas com restrições. ''As projeções no cenário de mercado sugerem haver limites para a magnitude dessa flexibilização.''

Entre os fatores favoráveis, o Copom elenca, entre outros, o fato de que os aumentos de preços de alimentos não se transmitiram para o restante da economia, a mudança na política valores de combustíveis da Petrobras e a tendência de adiamento da elevação das tarifas de transportes urbanos -- uma possível referência à decisão do prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), de segurar o reajuste previsto para o início de 2017.

Ao concluir, o Copom assevera que a convergência do IPCA para a meta de 4,5% ao ano em 2017 e 2018 ''é compatível com uma flexibilização moderada e gradual das condições monetárias'', leia-se redução da Selic. O quanto vai depender da contenção de gastos públicos, ou ''o ritmo da aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia''. Portanto, sem a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita o aumento das despesas, e sem a reforma da Previdência, não haverá redução mais substancial da Selic, que está entre as taxas mais altas do mundo.

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