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Correio Braziliense

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Cartórios faturam R$ 45 bilhões em três anos de serviço

Burocracia atormenta brasileiros e cria uma indústria bilionária de taxas cartoriais. Estabelecimentos têm lucros elevados com emissão de certidões, autenticação e registro de documentos. Conselho Nacional de Justiça pode abrir debate sobre o assunto

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postado em 06/11/2016 06:00

Rodolfo Costa , Vera Batista


A burocracia atrasa a vida do brasileiro e demanda custos que pesam no bolso. Foi o que descobriu a professora Hosana Moura, 49 anos, e os irmãos, ao tentarem inventariar os bens deixados de herança pelo falecido pai. Para efetivar a partilha e ter todos os papéis exigidos, eles desembolsaram cerca de R$ 2 mil. “Tínhamos a impressão de que, como a divisão seria feita em cartório, ocorreria de forma rápida e barata. Mas gastamos muito mais do que imaginávamos”, reclama.

O caso de Hosana é apenas um entre tantas situações corriqueiras que promovem o bilionário custo da burocracia no país. Dados da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, somente de 2013 a 2015, os 12,5 mil cartórios de todo o país tiveram arrecadação bruta de R$ 38,3 bilhões. Somados os R$ 6,6 bilhões acumulados no primeiro semestre deste ano, a burocracia com questões cartoriais movimentou R$ 44,9 bilhões em três anos e meio.

Seja para casar no civil, lavrar escrituras, conceder procurações públicas, registrar testamentos ou imóveis, além de oficializar documentos diversos, há muitas ocasiões e circunstâncias que roubam tempo e impõem gastos às famílias. Para pessoas físicas, apenas os registros de nascimento e óbito são gratuitos. Certidões de casamento também podem ser obtidas gratuitamente por pessoas em situação de pobreza.

 

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