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Dólar tem maior alta em oito anos com incertezas nos EUA

Num dia de ajuste de expectativas globais e saída de recursos no País, o movimento foi liderado, principalmente, pela leitura de que o Federal Reserve poderá elevar juros de forma mais rápida que o esperado a partir de 2017, por causa da política expansionista de Donald Trump nos Estados Unidos

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postado em 10/11/2016 19:24 / atualizado em 10/11/2016 19:35


O dólar avançou no ritmo mais acentuado em oito anos em meio a incertezas com o futuro da política econômica e monetária dos Estados Unidos. No mercado à vista, a divisa norte-americana encerrou em alta de 4,29% nesta quinta-feira, 10, o que não era visto desde a elevação de 6,44% em 22 de outubro de 2008. Como consequência, a moeda somou o segundo ganho consecutivo frente ao real e terminou aos R$ 3,3615, no nível mais elevado desde 7 de julho de 2016, quando atingiu R$ 3,3617. O volume de negócios somou US$ 971,415 milhões.

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Num dia de ajuste de expectativas globais e saída de recursos no País, o movimento foi liderado, principalmente, pela leitura de que o Federal Reserve poderá elevar juros de forma mais rápida que o esperado a partir de 2017, por causa da política expansionista de Donald Trump nos Estados Unidos.

O presidente eleito dos EUA tem reforçado, sem muitos detalhes, que seu governo se concentrará em gastos em infraestrutura, redução de impostos e melhora do mercado de trabalho, o que pode incidir numa inflação mais elevada. Esse movimento poderá levar o Fed acentuar o aperto monetário, o que já impulsionou os juros futuros dos títulos públicos dos EUA.

O ajuste também se refletiu na renda fixa nacional e na elevação do dólar frente ao real, que foi impulsionada por movimentos técnicos. Na máxima do dia, o dólar negociado à vista registrou R$ 3,3861 (+5,05%), valor intraday mais elevado desde os R$ 3,4148, de 27 de junho. Já o contrato futuro de dólar para dezembro atingiu R$ 3,4150 ( 5,61%).

No fechamento, o dólar dezembro encerrou em alta de 5,18%, aos R$ 3,4010, com giro de US$ 31,216 bilhões.

Depois de interromper os leilões de contratos de swap cambial reverso, o Banco Central anunciou no final do dia a retomada da oferta de contratos de swap cambial tradicional a partir de amanhã. O contrato de swap tradicional tem efeito comparável à venda de dólares no mercado futuro.


Por Agência Estado

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