Em Dia Nacional de Greve, trabalhadores paralisam em 26 estados e no DF

Bancários, metalúrgicos químicos, professores, rodoviários participam do ato contra a PEC 55

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postado em 11/11/2016 11:59

Breno Fortes/CB/D.A Press


Em um primeiro balanço do Dia Nacional de Greve, em protesto contra a proposta (PEC 55) - apelidada de PEC do Fim do Mundo ou PEC da Maldade -, que, no entender os sindicalistas, congela investimentos e salários por 20 anos, e também em repúdio às reformas trabalhista e previdenciária, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) informou que nos 26 estados do país e no Distrito Federal, desde o início da manhã, várias categorias dos setores público e privado cruzaram os braços e fizeram manifestações. Entre elas, bancários, metalúrgicos, químicos, professores, rodoviários, eletricitários, comerciários e petroleiros. Em Brasília, a concentração do funcionalismo federal começou desde as 7 horas, com reuniões na porta de mais de 30 ministérios e órgãos públicos.

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 De acordo com Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), embora a PEC 55 tenha sido aprovada por 19 votos a 7, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), “em consulta aberta no site do Senado, mais de 90% dos brasileiros se declaram contrários à PEC”. As centrais apontam ainda que estudos de Dieese, Ipea e FGV confirmam que, se aprovada, a PEC trará graves consequências, como aumento da recessão e do desemprego e de pobres e miseráveis; diminuição do número de hospitais e postos de saúde; precariedade no ensino médio, o que afetará o acesso à universidade pública; aumento da criminalidade e da impunidade; extinção de importantes programas sociais; corte de benefícios; mais impostos; e maior endividamento e dependência do país.

Responsável pelo emprego de 4,8 milhões de trabalhadores formais e informais, o setor de transporte também se mobilizou em todo o país. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Paulo Eustasia, disse que o trator do massacre só irá parar quando todos tomarem a frente na luta. “Todos sabemos do pacote de maldades na iminência de ser votado no Congresso contaminado, que continua sem representação dos trabalhadores. Sabemos das dificuldades de paralisar, que os empregos são ameaçados pelos patrões, mas cabe aos dirigentes sindicais impedir qualquer tipo de represália para exercer nosso direito de lutar”, falou.

“Estamos mobilizados desde 31 de outubro, orientando sindicatos a realizarem grandes atos, atrasos, cortes de rendição e tendo como ápice o dia 11. Além da questão nacional, estamos em campanha salarial e em momento muito difícil de venda de ativos na empresa (Petrobras)”, complementou José Maria Rangel, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

O Dia Nacional de Greve faz parte do calendário de protestos da Jornada Nacional de Luta da classe trabalhadora, que terá mais uma edição em 25 de novembro. A Força Sindical já começou a convocar os filiados para o próximo dia 25. “É bom lembrar que a classe trabalhadora está carregando um fardo muito pesado nesta crise, com 12 milhões de desempregados. E os reflexos da crise são cruéis: redução do consumo, juros altos, diminuição da produção e dos empregos. Não vamos medir esforços para estas mobilizações. A intenção é explicar, com muita clareza, as mudanças que o governo pretende fazer, entre elas a reforma da Previdência e a trabalhista”, informou, por meio de nota, o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva.
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