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Líderes da Ásia-Pacífico tentam frear tsunami protecionista de Trump

Trump prometeu proteger o emprego dos americanos diante da concorrência da mão de obra mais barata de países como a China e o México

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postado em 18/11/2016 22:40

Os líderes da região Ásia-Pacífico convocaram nesta sexta-feira a resistência à onda protecionista que atinge toda a América, especialmente após a eleição de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos.

"As tendências protecionistas infelizmente estão se impondo no mundo", disse o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, ao inaugurar o Fórum de Cooperação Econômico Ásia-Pacífico (Apec).

"Temos visto em recentes eleições, não só nos Estados Unidos, mas também na Grã-Bretanha" com a votação pelo Brexit, acrescentou.

"Sugiro a quem quiser promover o protecionismo ler a história econômica dos anos 1930", disse o presidente a este fórum de 21 países, entre eles Estados Unidos, China e Japão.

Trump soube captar a ira de um eleitorado afetado pela globalização que destruiu seus empregos. Conquistou seu apoio com a promessa de proteger o emprego dos americanos diante da concorrência da mão de obra mais barata de países como a China e o México.

Sem papas na língua, o líder republicado qualificou de terrível o acordo de livre comércio TTP, concluído em 2015 com outros 11 países pelo presidente em fim de mandato, Barack Obama, pois deve ser ratificado pelo Congresso, controlado pelos republicanos.

Obama, que passará o poder a Trump em 20 de janeiro, despediu-se nesta sexta-feira dos líderes europeus, antes de voar a Lima para se somar à reunião da Apec.
 
Por France Presse 

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