Caixa estuda avaliar operação de até 100 agências deficitárias em 2017

Presidente do banco, Gilberto Occhi, avisa que instituição também estuda possibilidade de implementar PDV a partir de 2017

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postado em 21/11/2016 14:06 / atualizado em 21/11/2016 14:26

Ed Alves/CB/D.A Press

Depois de o Banco do Brasil anunciar redução do quadro e da rede de agências, a Caixa Econômica Federal (CEF) deve seguir o mesmo caminho, mas em menor intensidade, a partir de 2017. O presidente da CEF, Gilberto Ochhi, reconhece que a entidade pretende reavaliar um número perto de 100 agências, que, hoje, são deficitárias dentro do universo de 3,7 mil espalhadas pelo país. Segundo ele, essas unidades devem ser revistas e, se necessário, serão adotadas medidas, como redução do tamanho da agência, transferência de local para um de maior relevância, transformar em posto de atendimento e o caso extremo é o fechamento da unidade.

 

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“Não tem uma intenção de fechar agência. O que tem é uma avaliação de resultado. É claro que se uma agência tiver recorrentemente apresentado resultado deficitário, ela precisa ser revista”, afirmou. “Os empregos serão preservados. E as pessoas serão convidadas a mudarem de cidade para outras agências”, destacou Occhi, após participar da 45ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CNDES), no Palácio do Planalto. No entanto ele admite que a instituição estuda a adoção de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) em 2017. “Estamos estudando a possibilidade de implementar um PDV no ano que vem”, afirmou ele, lembrando que o banco já fez um programa de aposentadoria incentivada.

Occhi reafirmou a previsão de realizar a abertura de capital da Caixa Seguridade e da Lotex, divisão de loterias, no primeiro semestre de 2017, no mais tardar, no início do segundo semestre. “Estamos em vias de contratar os bancos que vão trabalhar no IPO da Caixa Seguridade. É uma mistura de nacionais e estrangeiros”, afirmou ele, prevendo a assinatura na próxima semana. “E na sexta-feira vamos assinar com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o contrato para o assessoramento para a operação da Lotex”, completou.

O presidente da Caixa destacou que a instituição está realizando um programa de combate a inadimplência, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com rodadas de renegociação de dívidas judicializadas. “Estamos fazendo em todos os estados do Brasil e o resultado está sendo positivo”, disse.

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