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Governo espera recuo de 3,5% na atividade econômica em 2016

Governo revisa as projeções para o Produto Interno Bruto, que vai cair mais em 2016 e crescer menos em 2017. Estimativa agora é de alta de 1% no ano que vem

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O Ministério da Fazenda revisou, nesta segunda-feira (21/11),  a previsão de crescimento econômico do país para este ano e para 2017. A expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 1% no ano que vem, não 1,6%, como era esperado na projeção anterior, feita em agosto. Para 2016, o governo espera um recuo de 3,5% na atividade econômica, ante os 3% estimados anteriormente.

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A diminuição está de acordo com o que prevê o mercado financeiro, conforme constatou o último boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, que apontou para o mesmo percentual de crescimento, de 1%, no ano que vem. Em 2016, os analistas acreditam que a economia encolherá 3,4%.

Como justificativa para a revisão, o secretário de Política Econômica da Fazenda, Fabio Kanczuk, citou o aumento dos spreads — diferença entre o que os bancos pagam ao captar recursos e o que eles cobram ao conceder um empréstimo. Segundo ele, esse movimento encarece o crédito para as empresas. “O endividamento das empresas está se tornando mais claro, o que reduz um pouco o crescimento do PIB”, explicou. “Continuamos falando de uma recuperação econômica. Conforme a confiança for retomada, isso volta”, garantiu o secretário.


Impensável


O ex-diretor do Banco Central (BC) Carlos Eduardo de Freitas explicou que, para financiar um deficit do setor público de 9% do PIB, há duas soluções. A primeira, “impensável”, seria com o aumento da inflação. O BC reduziria a taxa de juros o suficiente para a atividade econômica voltar a girar. “A melhor saída é o BC forçar a poupança para cima e jogar o investimento para baixo”, afirmou. Isso significa manter os juros altos de forma que quem tem dinheiro vai preferir deixar investido, derrubando o consumo e o investimento. “A poupança absorve o deficit porque as aplicações financeiras são direcionadas aos títulos públicos, por meio dos quais o governo se financia”, ressaltou.

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