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Black Friday: confira dicas para evitar cair em golpes na internet

Consumidor deve ter atenção com a onda de cibercrimes durante o período de promoções

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postado em 25/11/2016 08:59 / atualizado em 25/11/2016 15:51

Renato Souza - Esp. para o CB , Rodolfo Costa

Arte/CB/DA Press

A cada ano, cresce o número de pessoas que decidem comprar pela internet. Mas com o aumento de consumidores, cresce também o número de pessoas má intencionadas que só estão na rede para aplicar fraudes (tanto do lado consumidor, como do lado de quem oferece um produto).

 

Os cibercriminosos utilizam várias técnicas para tentar enganar o consumidor e se apropriar de dados pessoais e até informações bancárias. A maioria das táticas de fraude utilizadas pelos criminosos na internet são simples e fáceis de identificar.

 

Mas existem grupos que aderem a práticas mais sofisticadas e que exigem atenção do consumidor. Um relatório da Kaspersky Lab, empresa especializada na análise de ameaças virtuais, revela que, em 2015, ataques visando lesar o bolso do consumidor aumentaram — 34,33% de todos os ataques virtuais que tiveram a finalidade de roubar dados dos usuários foram de caráter financeiro.

 

Segurança

Já no quarto trimestre, esse tipo de crime cibernético foi responsável por 43,38% de todos os ataques. De acordo com dados da McAfee, empresa especializada em segurança eletrônica, os criminosos virtuais, chamados de “cracker” pelos especialistas, causam até U$ 8 bilhões de prejuízo por ano no Brasil.

 

A tática mais conhecida pelos criminosos é usar páginas falsas reproduzindo o nome e marca das empresas. O consumidor entra no site e digita dados pessoais e bancários sem checar a veracidade da página.

 

Prática

O professor de direito digital da Universidade Mackenzie, Renato Leite Monteiro, afirma que realizar compras pela internet é uma prática bastante segura. Mas é necessário tomar alguns cuidados ao navegar na rede. “O Brasil tem um dos sistemas mais avançados de internet banking do mundo. A fraude geralmente ocorre por meio de falsas mensagens de e-mail. Boletos falsos que são enviados para o e-mail da vítima e até roubo de dados pessoais e financeiros”, ressalta o professor.

 

Mas algumas dicas podem fazer com que os internautas façam compras de maneira segura e fiquem longe das fraudes. “É necessário verificar se o endereço que você está acessando é realmente da loja. Outra recomendação é sempre digitar dados financeiros inexistentes na hora de efetuar a compra. Caso o site aceite aquelas informações, se trata de uma página falsa”, completa Renato.

 

O advogado Eduardo Castro, 27 anos, teve problemas ao comprar uma jaqueta em uma loja virtual na Black Friday do ano passado. “Eu acessei o site da loja e pedi uma jaqueta. A empresa não tem lojas físicas, por isso comprei pela internet. Mas a jaqueta veio com um defeito no zíper, que eu acho que já era de conhecimento da loja. Então, mandei o produto para trocar. Mas nunca mais vi nem a jaqueta, nem o dinheiro que gastei. Apesar do problema, pretendo aproveitar os descontos deste ano para comprar um celular”.

 

FIQUE ATENTO 

Toda atenção é pouca em relação às compras na Black Friday. Há muitas empresas honestas, mas também há muitos cibercriminosos investindo pesado para aplicar golpes em sites na internet


Certificado: Em um site com anúncio de vendas na data, verifique se há certificado de segurança digital. Para isso, confira se o htttp do endereço vem acompanhado de um “s” no final. Há, ainda, certificados que ativam um destaque em verde na barra do navegador. Verifique se o site possui conexão SSL (o cadeado de segurança), pois raramente sites fraudulentos o exibem;

 

Cadastro: Evite fazer compras e até se cadastrar em sites que não sejam de confiança. Há inúmeros casos de fraudadores que vendem produtos se utilizando de classificados online ou marketplaces, que nem sempre certificam os usuários. O golpe é antigo. Depois que recebem o pagamento, simplesmente somem;

Anúncios: Tenha cuidado com sites que anunciam produtos por preços muito inferiores ao praticado por outros sites, mesmo durante o evento;

 

Antivírus: Mantenha atualizado o antivírus do computador. Com isso, é possível reduzir os riscos de ter dados pessoais roubados por arquivos espiões. As empresas que trabalham com segurança eletrônica oferecem constantemente formas de proteção;

 

Operação: Evite fazer qualquer tipo de transação financeira usando computadores conectados em redes públicas de internet. Opte por utilizar o computador de casa ou de alguma pessoa que conheça e confie. Se for usar computadores compartilhados, verifique se fez o log off das contas de e-mail, internet banking, etc;

 

Reputação: Conheça a reputação da loja em sites especializados em reclamações, incluindo Procons e o consumidor.gov. Em geral, esses portais relatam problemas com pedidos, entregas, política reversa e todos os processos que envolvem as compras online. Esse cuidado dá mais segurança na decisão de compra. Na dúvida, caia fora, literalmente;

 

Contato: Confira dados da empresa como razão social, nome, número do CNPJ, endereço e telefone para contato. Todas essas informações podem ajudar a verificar a existência e idoneidade da empresa. Procure comprar apenas em lojas online que possuem em o contato do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Sempre que possível, faça o contato com a empresa;

 

E-mails: Muito cuidado com e-mails desconhecidos. Não clique neles, pois podem ser phishing, conhecidos como fraudes eletrônicas ou vírus. Opte por entrar diretamente no site, digitando na barra do navegador o endereço eletrônico. A mesma recomendação vale para links postados em redes sociais;

 

Vítima: Caso seja vítima de fraude comercial ou propaganda enganosa, faça uma reclamação em sites especializados. Sua experiência, ainda que ruim, pode ajudar outros consumidores;

 

Dados: Nunca forneça os dados do cartão de crédito ou informações confidenciais como senha, código de segurança da conta bancária em sites sem conexão segura ou em e-mails não criptografados.

Pagamento: Meios de pagamento variam em cada loja e podem, na data, terem alteração como, por exemplo, a retirada da opção de pagamento via boleto bancário. Neste caso, a dica é buscar opções como transferência bancária ou débito, caso não tenha ou não queira usar o cartão de crédito. São meios que confirmam na hora e, assim, é possível garantir a compra.

 

SMS: Desconfie de mensagens SMS e anúncios nas redes sociais. Essa é a mais nova modalidade dos golpistas, que têm usado especialmente as mídias sociais para disseminar fraudes. Duvide de supostas ofertas recebidas por celular. Para confirmar se a oferta exibida na rede social é real, abra o navegador, navegue até o site do varejista e busque o produto anunciado.

 

Domínio: Muito cuidado ao inserir o nome do site no navegador. É comum entre phishers o registro de domínios usando o nome de marcas famosas e já conhecidas no mercado, porém, mudando uma letra no nome. Por exemplo, “sitedecompra.com” se torna “sitedeconpra.com” ou “saitedecompra.com”. 

 

Dispositivo: Ter instalado no computador soluções de segurança que contenham tecnologias integradas é importante para criar um ambiente seguro para transações financeiras e evitar fraudes;

 

 

Fontes: Serasa Experian, Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC Boavista), SafetyPay, Kaspersky Lab 

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