JBS e Marfrig tentam tese em para serem considerados credores do país

Consideradas as maiores devedoras da Previdência Social, empresas utilizam a tese da compensação de ofício para rebater que não são devedores, mas sim os maiores credores do país

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postado em 08/06/2017 11:57

Representantes da JBS, Marfrig e Swift Armour, os quais estão entre os frigoríficos que são os maiores devedores da Previdência Social, utilizam a tese da compensação de ofício, em tese paga pela Receita Federal, para rebater que não são devedores, mas sim os maiores credores do país. Eles foram convocados para prestar esclarecimentos na CPI da Previdência, no Senado, na manhã dessa quinta-feira.  Ao todo, foram chamados cinco frigoríficos, mas faltaram os representantes dos Frigoríficos Margen e Nicolini. 

Apenas a JBS, que tem se destacado na atual crise política do país após as delações dos donos da empresa, os irmãos Batista, e a Operação Carne Fraca, acumula uma dívida de R$ 2,3 bilhões ao fundo da Previdência. Em defesa do frigorífico, Fábio Chilo, que é gerente jurídico da área tributária da JBS há 10 anos, alegou que o problema está na demora da Receita Federal em validar a compensação de ofício, que é o repasse feito pela Receita aos contribuintes, e em homologar créditos.

Com o mesmo argumento, Heraldo Geres, diretor jurídico da Marfrig Global Foods, empresa da área de carnes bovina, suína, de aves e peixes que tem dívida previdenciária de 1,16 bilhões, cobrou o encontro de contas entre Receita Federal e contribuinte. "Fica um ciclo vicioso em que a Receita não libera crédito porque a empresa é devedora e a empresa é devedora porque a Receita não faz a compensação", criticou.

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