Vai viajar de férias? Suspenda serviços como TV a cabo e economize

Pedir a interrupção temporária de serviços é recomendado principalmente para passeios mais longos, superiores a 20 dias

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postado em 11/06/2017 09:53

Viajar de férias ou a passeio sempre requer planejamento para que a diversão não vire dor de cabeça. Gastar demais é sempre uma preocupação, pois pode comprometer o orçamento por meses. Mas o pagamento de passagem, hospedagem, transporte, alimentação e atrações pode ser amenizado com algumas economias nas contas mensais durante o período da viagem.

O bombeiro Alexandre Félix, 45 anos, e a fisioterapeuta Tatiana Félix sempre que viajam  por mais de uma semana pedem a suspensão da tevê a cabo e anistia na conta da academia pelo período do passeio. Eles chegam a economizar mais de R$ 500 durante o tempo em que ficam fora com o desligamento momentâneo desses serviços. Nas últimas férias, por exemplo, os dois saíram da cidade por 20 dias e suspenderam tudo que podiam.
“Dá uma economia considerável quando se coloca no papel. A vantagem é postergar todo o pagamento e economizar no mês que viaja e poder gastar com outras coisas. Vale a pena, sem dúvida”, diz Félix. O bombeiro conta que nunca teve problemas para fazer tais suspensões. Segundo ele, em todos os estabelecimentos, os atendentes fizeram as interrupções sem cobranças de taxas.

Além da suspensão dos serviços,  o bombeiro tem mais uma dica para quem quer economizar. “Eu fecho todos os registros, tiro os eletrônicos da tomada e esvazio a geladeira para desligar. Toda viagem eu faço isso”, diz. Ele conta que desligar a energia é uma prática de segurança aliada à economia e que vai fazer os mesmos procedimentos na próxima viagem, em setembro.

Pedir a interrupção temporária de serviços é recomendado principalmente para passeios mais longos, superiores a 20 dias. Adriano Severo, educador financeiro e professor da Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências (Fundatec), diz que, dependendo do período da viagem, a suspensão de serviços faz uma diferença gritante no bolso. “Nas viagens longas, o ideal é pedir para suspender o máximo de serviços possíveis que não cobrem taxas”, declara.

Boa-fé


Verônica Mota, advogada da Chemut Oliveira Santiago, explica que a prática não tem uma previsão no Código de Defesa do Consumidor, mas há um entendimento geral, diante da crise e do princípio da boa-fé. Segundo ela, as interrupções dos serviços mais vantajosas são a de academia, tevê por assinatura e telefonia móvel. “É uma boa opção para suspender, porque não se paga taxa. Normalmente, as operadoras possibilitam essa prática e não cobram”, diz.

A assessora jurídica Vanessa Pereira explica que muitas academias preveem em contrato essa interrupção. “Quem tem plano anual e semestral consegue essa suspensão normalmente, mas isso depende da questão contratual. É fácil solicitar o cancelamento temporário. Basta ligar ou ir até o estabelecimento com antecedência, normalmente, de 30 dias”, afirma a especialista.

Na maior parte dos casos, os estabelecimentos permitem fazer tal cancelamento temporário uma vez a cada 12 meses. Isso quer dizer que quem suspender um serviço em julho deste ano só poderá interromper novamente em setembro de 2018. Severo indica planejar o pedido. “Se houver duas viagens marcadas, é melhor priorizar as suspensões na mais longa. Dessa forma, a pessoa consegue economizar mais. Depois de usar, o consumidor terá que esperar mais 12 meses para fazer novamente”, alerta o educador financeiro.

Anatel


Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o consumidor tem direito de suspender temporariamente os serviços de televisão por assinatura, banda larga, telefone fixo e celular. Os cancelamentos temporários podem ser realizados uma única vez a cada período de um ano, pelo prazo mínimo de 30 dias e máximo de 120 dias. As operadoras têm 24 horas para atender à solicitação. Apenas no caso da suspensão de telefone móvel é possível a cobrança de taxas. O usuário tem direito de solicitar o restabelecimento do serviço prestado a qualquer momento.

Apesar do prazo mínimo de 30 dias, as operadoras permitem a suspensão por períodos menores e descontam o valor da mensalidade. Foi o que ocorreu com o Alexandre, que viajou por 20 dias e conseguiu cancelar temporariamente os pagamentos. Para isso, é preciso estar com as mensalidades em dia e pedir previamente.

Algumas interrupções podem não ser vantajosas e é melhor fazer as contas para ver se valem a pena. Dependendo do período, o cancelamento temporário de água, por exemplo, vai custar mais caro. A Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto do DF (Caesb) explica que o usuário que desejar pode requerer a suspensão do fornecimento por qualquer motivo e pelo tempo que lhe for conveniente. Mas o restabelecimento do serviço tem um custo que pode variar entre R$ 29,72 e R$ 31,62, a depender do corte que é executado. O serviço deve ser solicitado no telefone 115 ou nas unidades de atendimento presencial. O consumidor precisa levar a última leitura do hidrômetro, para fins de faturamento da conta parcial.

Em algumas regiões do Brasil, também é possível fazer a interrupção dos serviços de energia elétrica. No Distrito Federal, a Companhia Energética (CEB) informou que não há, na resolução 414 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), previsão de interrupção temporária do fornecimento.

Cursos de idiomas e extensão também permitem a suspensão, se estabelecida em contrato. Porém, é preciso tomar cuidado, porque pode atrapalhar o fluxo das aulas. “Aquele estudante que sair por um tempo vai ter que se enquadrar em outra turma e perder o cronograma das aulas. Vai depender da metodologia de ensino de cada escola”, destaca.

Dessa forma, o consumidor consegue economizar para gastar com mais tranquilidade nas férias. Apesar do prazo apertado, ainda há possibilidade de viajar nas férias de julho por um preço razoável. Especialistas aconselham a se adiantar ao máximo e procurar valores atrativos em diversos sites e empresas. “É melhor comprar passagem e hospedagem separadamente. O pacote é, normalmente, mais caro. A pessoa pode personalizar a viagem da melhor forma”, indica Severo.

*Estagiário sob supervisão de Rozane Oliveira.
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