País tem mais de 8 mil oportunidades para profissionais técnicos

Só no DF, são 630 vagas. Formação rápida, mensalidades mais baixas e orientação prática são atrativos para quem busca emprego

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 18/07/2017 06:00 / atualizado em 18/07/2017 07:16

Cristiano Costa/Sistema Fibra


Investir em um curso técnico tornou-se o caminho para muitos brasileiros conseguirem abrir as portas ou se recolocarem no mercado de trabalho. De acordo com levantamento da Catho, empresa on-line de classificados de emprego, existem mais de 8 mil oportunidades para profissionais com formação técnica no Brasil. No Distrito Federal, são mais de 630 vagas ofertadas por hospitais, clínicas e nas agências do trabalhador.


Leia mais notícias em Economia

Além de uma duração menor, de dois a quatro semestres, e terem mensalidades mais baixas do que as de uma formação superior, os cursos técnicos se destacam pela carga horária prática. Na visão de Germano Teixeira, diretor do Câmpus Taguatinga Centro do Instituto Federal de Brasília (IFB), ter a oportunidade de “pôr a mão na massa” durantes as aulas é uma vantagem no mercado de trabalho. “Isso dá mais segurança para quem contrata. O profissional já chega à empresa conhecendo as ferramentas e a rotina”, apontou. “As pessoas, às vezes, acham que o técnico fica restrito a atividades operacionais, mas alguns cursos oferecem uma base que a graduação em uma faculdade não proporciona”, afirmou.

“As aulas práticas permitem ao profissional ter uma experiência prévia do que viverá no mercado”, concorda Valéria Silva, coordenadora de Educação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Segundo Juliana Pereira, assessora de carreiras da Catho, a remuneração também é um atrativo. “As empresas valorizam muito esses profissionais. Os salários variam muito, depende do  setor e da habilidade do profissional. Vão de dois salários mínimos a mais de R$ 5 mil”, afirmou.

De acordo com levantamento do Senai, seis em cada 10 profissionais formados pela instituição conseguem postos de trabalho em, no máximo, um ano após terminarem o curso técnico. Foi o que aconteceu com Michelle Bittencourt, 19 anos, que conciliou a formação de técnica em redes com as aulas regulares do ensino médio. Com apenas quatro meses de formada, ela foi contratada para monitorar a rede de internet de uma empresa. “Colocar o curso no currículo aumenta as chances de emprego. Sou muito jovem e uma das poucas do meu grupo de amigos que têm um trabalho com carteira assinada”, comemorou.

Dar prioridade à formação técnica também foi a opção do analista de sistemas Guilherme Neves, 26 anos, que adiou o curso superior de Redes de Computadores, após três semestres cursados, para obter um diploma de técnico em redes. “O curso teve duração de um ano e dois meses e, com o certificado em mãos, consegui meu primeiro emprego”, contou.


Recomeço


Além de útil na busca do primeiro emprego, o curso técnico pode ser o caminho de volta ao mercado de trabalho para quem está desempregado ou a oportunidade para os que querem mudar de profissão.  Para Leonardo da Silva Souza, 23 anos, foi o diferencial que permitiu a conquista de um emprego melhor. Após obter uma bolsa de estudos, ele deixou a empresa em que trabalhava e se aventurou na profissão de eletricista. “Estudei na Escola Técnica de Brasília e, em dois meses, já tinha conseguido um emprego como auxiliar de eletrotécnica”, contou. Com o certificado em mão, ele foi transferido para atuar na área. “O curso foi muito importante para a conquista da vaga”, comemorou.

Segundo Juliana Pereira, da Catho, qualificação na área de saúde, cursos relacionados com tecnologia e ocupações industriais se destacam na oferta de vagas. “Um profissional técnico tem que ter competência e habilidade para desenvolver as tarefas e mostrar proatividade. O curso técnico é mais focado e proporciona conhecimento de forma rápida”, assegurou.



* Estagiária sob supervisão de Odail Figueiredo.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.