Levantamento identifica diferença de até 40% no custo da cesta básica

Pesquisar preços em diferentes supermercados ajuda o consumidor a preservar o orçamento doméstico

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postado em 29/07/2017 08:00 / atualizado em 29/07/2017 09:46

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press


Para poupar dinheiro na hora das compras de casa, não existe alternativa: a pesquisa é a forma mais eficaz de economia. De acordo com levantamento realizado pelo Correio, o brasiliense consegue economizar até 40% se estiver disposto a bater pernas. Se for atrás dos produtos mais baratos entre os cinco mercados pesquisados, o consumidor consegue comprar os itens da cesta básica por R$ 181,79. Já a soma dos produtos mais baratos nos mercados mais caros fica por R$ 328,45.


Produtos como tomate, cebola e farinha, por exemplo, podem ter uma diferença de preço enorme de um mercado para outro. O quilo do tomate pode ser comprado nesta semana por até R$ 2,98 em alguns estabelecimentos, mas está sendo vendido por R$ 6,98 em outros, mais que o dobro. A cebola pode ser encontrada por valores entre R$ 1,45 e R$ 3,98, com variação de 174% entre o preço mais baixo e o mais alto.

Entre mercados, a diferença também é grande. Escolher o estabelecimento mais em conta pode trazer uma economia de até 33% para o bolso. Enquanto, no mercado mais caro, o consumidor pode comprar os 36 itens por R$ 346,86, no mais barato os produtos saem por R$ 231,51 — R$ 115,35 a menos.

Com o poder de compra menor, os brasilienses têm adotado o hábito de buscar preços mais em conta. “Eu costumo pesquisar bastante para achar o local mais barato. Assim, consigo uma boa economia nas contas da casa”, comentou a servidora pública Clélia Lúcia Antunes, 55 anos.

Para o aposentado Élber Barbosa, 67 anos, vale apostar nos dias de promoção. De acordo com ele, porém, é preciso substituir as compras mensais por idas semanais ao mercado. “Os preços estão sempre mudando. Se não formos toda semana ao supermercado, não conseguimos notar as variações e temos prejuízo na hora de levar os produtos para casa”, acrescentou.

Especialistas aconselham o consumidor a pesquisar sempre os locais mais próximos de casa. “Procurar preços mais em conta é muito importante, mas a pessoa tem que ficar atenta para não gastar com outros itens. Ir muito longe pode acarretar uma despesa alta com gasolina, capaz de anular a eventual economia conseguida no preço dos produtos”, afirmou o educador financeiro Luís Kuester.

Para Kuester, é importante, também, ficar atento às promoções enganosas. “Alguns descontos podem acabar colocando o consumidor em uma fria. Às vezes, o mercado anuncia que duas unidades do mesmo produto saem pelo preço de uma só, mas coloca o valor desse produto lá em cima para conseguir obter, de fato, o valor correspondente às duas unidades”, advertiu.



* Estagiária sob supervisão de Odail Figueiredo
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