Caixa anuncia saque de R$ 44 bilhões das contas inativas do FGTS

No dado inicial, 30,2 milhões de pessoas teriam direito ao saque, mas o número subiu para 32,7 milhões com o acerto cadastral de trabalhadores

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postado em 07/08/2017 11:47 / atualizado em 07/08/2017 12:57

Marcos Corrêa/PR
Os trabalhadores que tinham direito ao saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) resgataram mais de R$ 44 bilhões na Caixa Econômica Federal, o que equivale a 88% dos recursos disponíveis. Segundo o banco, 25,9 milhões de contribuintes foram beneficiados com os valores.

Os resgates finalizaram no último dia 31 de junho. Com o fechamento do prazo, 6,8 milhões de pessoas não sacaram as quantias, sendo que, 44% deste grupo tinha direito até R$ 100 e 80% tinha um valor inferior a um salário mínimo.

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi declarou, em coletiva de imprensa nesta segunda (7/8), que a prorrogação de prazo para os resgates está descartada. "Não existe nenhuma possibilidade", disse.

No dado inicial, 30,2 milhões de pessoas teriam direito ao saque, mas o número subiu para 32,7 milhões com o acerto cadastral de trabalhadores. O montante inicial de R$ 43,6 bilhões foi corrigido pela Taxa Referencial do fundo, de mais de 3% ao ano, e alcançou R$ 49,8 bilhões.

A maior parte dos pagamentos foram nas agências da Caixa. Os saques nesta modalidade representam 47,4% da totalidade, o que equivale a R$ 20,9 bilhões. Do restante, R$ 14,9 bilhões (34%) saques ocorreram pelo crédito em conta, R$ 5,1 bilhões (11,5%) no autoatendimento e R$ 3,1 bilhões (7,1%) em correspondentes da Caixa.

Pessoas diagnosticadas com doenças graves e presidiários que não tinham condições de realizar o saque poderão resgatar os valores até dia 31 de dezembro de 2018. Segundo Occhi, é preciso que a pessoal comprove com atestado de internação ou certidão administrativa do presídio.

Impacto econômico


A previsão dos economistas, divulgada no Boletim Focus neste segunda (7) é de um crescimento de 0,34%. A injeção de R$ 44 bilhões na economia tem um peso grande na atividade econômica deste ano. O impacto no Produto Interno Bruto (PIB) estimado é de 0,5 ponto percentual. Ou seja, sem os recursos liberados das contas inativas do FGTS, o país poderia ter um terceiro ano com resultado negativo.

"O trabalhador usou para pagar dívida. Dados do Ministério do Planejamento mostram que 36% do valor foram utilizados nesse sentido e o restante para consumo ou poupança e outros investimentos", disso Occhi.

O presidente da Caixa também destacou que, de janeiro a junho, o número de financiamentos imobiliários cresceu 27% em comparação com o mesmo período do ano passado. Occhi afirmou que a área de construção civil vai ser alvo de melhorias com uma nova linha de financiamento, que será divulgado pelo presidente Michel Temer nesta terça (8) em São Paulo.

"Gradativamente, a economia vai melhorando. Os leilões estão acontecendo por parte do governo. Além da Caixa, os bancos públicos, oBNDES e BB, vão estar financiando estados e municípios nas parcerias públicas e concessões.Há um movimento de retomada da economia em diversos setores, papel que o governo é o indutor. Acredito que o Brasil vai ter uma condição melhor no próximo ano", comentou na coletiva.
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