Governo estuda aumentar imposto de quem ganha mais de R$ 20 mil mensais

Medida visaria aumentar arrecadação. Nova alíquota do imposto de renda seria de 30% a 35%. A medida afetaria 1,2 milhão de pessoas

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postado em 08/08/2017 12:57 / atualizado em 08/08/2017 13:58

Evaristo Sá/AFP

 
O governo pensa em, mais uma vez, aumentar impostos para elevar a arrecadação e fechar o orçamento de 2018. Há estudos do Ministério da Fazenda com o objetivo de criar nova alíquota de Imposto de Renda, entre 30% e 35%, para contribuintes pessoa física com rendimentos mensais acima de R$ 20 mil. Essa medida afetaria 1,2 milhão de pessoas. Também está em análise mexer na tributação da distribuição de lucros e dividendos e acabar com a isenção de algumas aplicações do mercado financeiro, conforme divulgou o jornal O Estado de S. Paulo.
 
Com esse pacote de aumento de impostos, o reforço nos cofres do Tesouro será de, pelo menos, R$ 35,5 bilhões. Desse total, a proposta em estudo de criação da alíquota de 30% ou 35% de IR para quem tem salário superior a R$ 20 mil prevê arrecadar até R$ 4 bilhões a mais. Já a tributação de lucros e dividendos poderia render ao menos R$ 15 bilhões em 2018. Com o fim da isenção do imposto sobre as LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e LCI (Letra de Crédito Imobiliário), serão injetados entre R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões no caixa. 

Além disso, uma revisão da tributação dos fundos de investimento imobiliário, que hoje são isentos da cobrança do Imposto de Renda sobre o ganho de capital, também está em análise. E os investidores estrangeiros, que têm isenção para investir no mercado financeiro, podem perder essa vantagem. A tributação sobre distribuição de dividendos já foi assunto de várias propostas de reforma tributária, mas nunca chegou a ser aceita. Há resistências fortes de grupos empresariais e também de especialistas, dentro e fora do governo.
 

Apreciação de Temer 
 

Como o assunto é polêmico, fontes afirmam que a Fazenda vai apresentar várias opções para a apreciação do presidente Michel Temer. Se o chefe do Executivo entender que são politicamente viáveis, poderá encaminhá-las ao Congresso. Para entrar em vigor, é necessário aprovar um projeto de lei ordinária.
 
O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira (8/8) que não há nada definido sobre o tema. “Há estudos. São estudos que se fazem cotidianamente. São estudos que estão sendo feitos, mas nada decidido”, disse ao deixar uma cerimônia da Febraban em São Paulo. 

Ao ser questionado, na segunda-feira (7/8), sobre a possibilidade de aumentar impostos, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, respondeu de forma vaga. "O governo, hoje, está sempre pensando em coisas o tempo todo, para buscar boas soluções para o país. Mas eu tenho uma posição muito firme: quando eu tomar uma decisão, eu anuncio a decisão. Não digo que estou pensando, estou vendo", afirmou.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Vaneide
Vaneide - 08 de Agosto às 21:16
É muita gente atoa ganhando uma fortuna e cheios de mordomias e outros passando fome, que país é esse?
 
José
José - 08 de Agosto às 18:56
TOMEM -----------------> COXINHAS ! ! !
 
José
José - 08 de Agosto às 16:35
O engraçado é que eu não vejo ninguém falar em acabar com as mordomias dos políticos, senadores, juízes, etc..
 
paulo
paulo - 08 de Agosto às 14:32
É muita cara de pau de velho. vai jogar baralho e para de destruir o país. Cobra o que os bancos devem!! isso ele não tem coragem. É cria de banqueiros!!