Índice de Atividade Econômica do BC cresce acima do esperado: 0,41%

Indicador do Banco Central para medir o ritmo da atividade mostra recuperação da economia acima da expectativa em julho

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postado em 15/09/2017 06:00

Breno Fortes/CB/D.A Press


O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado ontem, registrou alta de 0,41% em julho em comparação com junho. O resultado surpreendeu positivamente o mercado, que esperava um tímido crescimento, de apenas 0,1%. O indicador calculado pela autoridade monetária ainda apontou que, nos sete primeiros meses do ano, a expansão acumulada chega a 0,14%, o que sinaliza recuperação da economia brasileira. Apesar dos resultados positivos, houve queda de 1,44% nos últimos 12 meses, encerrados em julho.



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O IBC-Br é um indicador antecedente da evolução da atividade econômica. Ele leva em conta estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, assim como os impostos cobrados sobre os produtos. Segundo o Banco Central, o cálculo incorpora a trajetória de variáveis consideradas como proxies (medidas aproximadas de outras) para o desempenho dos três principais setores da economia. Por isso, muitos consideram o índice como uma prévia do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB).

Entre os analistas que se surpreenderam com o resultado está o economista-chefe do Banco UBS no Brasil, Tony Volpon, que esperava alta de 0,2% do índice. Ele observou que o desempenho se deve em boa parte ao crescimento da produção industrial e ao avanço das vendas no varejo. De acordo com ele, o comércio tem mostrado percentuais de recuperação mais elevados que os dos demais setores, refletindo a liberação de recursos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que injetou R$ 44 bilhões na economia no primeiro semestre.

Volpon ressalta que o IBC-Br é uma estimativa do PIB, mas tende a acompanhar de perto os dados trimestrais oficiais, e sugere um final de ano melhor para a economia brasileira. “Se o crescimento for zero daqui até o final do ano, ou seja, um índice estável, o IBC terá expansão de 0,9% em 2017. O ciclo de flexibilização monetária começou a se materializar em toda a economia e devemos revisar nossa expectativa de evolução do PIB, que está em 0,5% para 2017”, destacou. Para 2018, o economista estima um crescimento econômico de 3,1%.

Juros

Informações preliminares apontam para um novo resultado positivo do IBC-BR em agosto, avalia o economista-chefe do Banco Haitong, Jankiel Santos. Para ele, se essa expectativa se confirmar, os participantes do mercado financeiro ficarão ainda mais otimistas em relação à recuperação econômica. “Por isso, a confiança deve crescer, especialmente no BC. Esse sentimento, provavelmente, reforçará a vontade da autoridade monetária de manter o plano original anunciado no comunicado divulgado após a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária)”, destacou.

Para Jankiel, a autoridade monetária deve reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual na reunião do colegiado de outubro e promover um outro corte, de 0,5 ponto, no encontro de dezembro. “Com isso, a taxa básica de juros terminaria 2017 em 7% ao ano, permanecendo neste nível em 2018”, avaliou.

 

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