Concessões atraem estrangeiros e rendem R$ 16 bilhões ao governo

Leilões de quatro hidrelétricas e de 37 áreas de exploração de petróleo atraem grupos do exterior e sinalizam novos investimentos. Equipe econômica conta com receita das licitações para cumprir a meta fiscal deste ano

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postado em 28/09/2017 06:00 / atualizado em 28/09/2017 08:33

O caixa do governo ganhou fôlego de quase R$ 16 bilhões em único dia com os leilões de quatro usinas hidrelétricas e de 287 blocos exploratórios de petróleo e gás, realizados ontem. Apesar de a equipe econômica estar contando com a receita extra para cumprir a meta fiscal, que prevê deficit de, no máximo, R$ 159 bilhões nas contas públicas, especialistas temem que o valor não seja suficiente. Para analistas em infraestrutura, no entanto, o ágio dos leilões mostrou que o governo está no caminho certo com privatizações que despertaram o apetite de investidores estrangeiros.



No certame das usinas hidrelétricas que eram operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o valor mínimo de outorga era de R$ 11 bilhões. Grupos da China, Bélgica e Itália arremataram os ativos por R$ 12,13 bilhões, um ágio de 9,73%. Na 14ª rodada de licitações de petróleo e gás, que ofereceu 287 blocos de exploração, 37  foram arrematados por R$ 3,8 bilhões. Das 17 empresas vencedoras, sete são estrangeiras.

Somente dois blocos marítimos da Bacia de Campos, levados por um consórcio da Petrobras com a ExxonMobil, que voltou a investir no país, representaram R$ 3,6 bilhões, 95% do total. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o ágio de 1.556% garantiu “o maior bônus de assinatura total da história”. O presidente Michel Temer usou as redes sociais para comemorar. “Nós resgatamos definitivamente a confiança do mundo no Brasil”, escreveu.

 

 

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