Privatização da Eletrobras não colocará empresa no Novo Mercado

Governo pretendia credenciar estatal para o mais alto nível de governança corporativa, mas desistiu porque isso comprometeria o cronograma de privatização, explicou o ministro interino do MME

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postado em 05/10/2017 11:47

O governo pretendia credenciar a Eletrobras para o nível de governança Novo Mercado, mas desistiu. “Levar a Eletrobras ao Novo Mercado ampliaria o cronograma e comprometeria os prazos. Então, será um compromisso do investidor e não uma condição prévia do leilão”, disse o ministro interino de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, nesta quinta-feira (5/10), durante evento promovido pela Associação Brasileira de Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine) para debater o aperfeiçoamento do marco regulatório do setor elétrico.
 
Pedrosa afirmou que as medidas provisórias que tratam do novo modelo do setor elétrico e da modelagem da privatização da Eletrobras devem chegar juntas ao Congresso Nacional. “Pode haver um atraso de 10 a 15 dias entre uma e outra, mas estão sendo trabalhadas juntas. São movimentos coordenados porque a mudança do modelo também é importante para a privatização da Eletrobras. Vai dar previsibilidade do cenário que os investidores precisam ter”, ressaltou.
 
A modelagem é um processo extremamente complexo, assinalou Paulo Pedrosa. “Estamos trabalhando com o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), com a Fazenda e o Planejamento para ter um processo seguro. De um lado precisamos de pressa, mas temos que ter cuidado. É um processo de discussão política. Por isso, não podemos ter nenhuma fragilidade para um possível processo judicial”, justificou.
 
“Vamos consolidar todo o processo até o início do próximo ano. Definir o modelo, a proposta e formalizar com a Eletrobras a contratação do processo. A operacionalização se dará ao longo do tempo”, prometeu.
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