Sem aprovação da Previdência, Meirelles admite suspensão do abono salarial

Ainda segundo o ministro da Fazenda, a reforma deve ser aprovada na segunda quinzena de novembro

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Jose Cruz/Agência Brasil

 
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a reforma da Previdência Social deve ser aprovada na segunda quinzena de novembro. A declaração foi dada depois de almoço organizado pela Câmara de Comércio França-Brasil, em São Paulo.
 
 
Segundo ele, se não for aprovada agora, outras medidas terão que ser tomadas, entre elas, a suspensão do abono salarial. Caso contrário, em alguns anos o percentual de gastos com os benefícios previdenciários será cada vez maior no orçamento, “tornando o governo inadministrável.” 

“Mais de 70% do total [de despesas] são definidas pela constituição. Teremos que enfrentar, portanto, medidas constitucionais. O importante é que todos tenham a garantia que vão receber”, declarou. O chefe da pasta afirmou ainda que se a reforma da Previdência não for feita agora, deverá ser feita pelo próximo governo. 

Meirelles disse ainda que o Brasil precisa focar na geração de empregos. “O país não pode conviver com a despesa pública enorme, o estado cada vez maior, pagando cada vez mais benefícios e, por outro lado, treze milhões de desempregados. Isso não é aceitável”, alegou.
 

Crescimento

O chefe da Fazenda disse que o país está “de fato” numa trajetória de crescimento e pode apresentar uma expansão superior aos 3% no ano de 2018. “Criação do emprego já é positiva pelo sexto mês seguido. Nós já temos a criação de mais de 1 milhão de novas vagas no país este ano”, enalteceu.
 
Ele afirmou que, com inflação baixa o poder de compra das pessoas aumenta, colaborando para o processo de recuperação. “O importante é que a reforma trabalhista foi aprovada, a taxa de juros de longo prazo (TLP) foi aprovada, o cadastro positivo está em andamento, em discussão e votação, e o Brasil, já resumiu uma trajetória de crescimento sustentável e sólida”, apontou.

Refis 

O ministro da Fazenda destacou que a Medida Provisória do Refis, que trata da regularização tributária de empresas devedoras, deve ser sancionada pelo presidente da República nos próximos dois dias. A pasta enviou para o Palácio do Planalto sugestões de vetos que, segundo Meirelles, estão em “detalhamento”. “Esperamos rapidamente, dentro dos próximos dois dias”, alegou. 
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