ONU convida pequenas empresas a trabalhar em seus projetos

Trata-se de um mercado que movimenta cerca de US$ 18 bilhões anuais, com 140 mil empresas fornecedoras, sendo apenas 1% brasileiras

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Ed Alves/CB/D.A Press
 
Organização das Nações Unidas abre espaço para empresários de pequeno porte do Brasil participarem de seus projetos, mundo afora. Trata-se de um mercado que movimenta cerca de US$ 18 bilhões anuais, com 140 mil empresas fornecedoras, sendo apenas 1% brasileiras.
 
O convite partiu de Patricia Moser, diretora do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), que esteve em Brasília a convite do Sebrae.  A primeira coisa que ela procura fazer é tentar descosturar o mito de que a ONU só tem projetos gigantes e, por isso, ficam fora do alcance de pequenos empreendedores.
 
“Muita gente pensa que a ONU só trata de grandes projetos, mas a verdade é que entre 75% e 80% de nossas contratações têm o valor máximo de US$ 50 mil, ou menos. Então, há grandes oportunidades para os pequenos empresários”, explicou.
O Unops existe desde 1995, está em 80 países, mas tem representação pequena no Brasil. Moser disse que uma das razões de sua participação no evento do Sebrae foi, justamente, ver como é possível ampliar essa penetração e a participação de empresas de pequeno porte em seus projetos, nacionais e internacionais.
 
 
No país, a ONU tem projetos com os governos federal, estaduais e municipais. Geralmente compra serviços ligados a infraestrutura, logística,  arquitetura, serviços gráficos, alimentação. Também presta assessoria e avaliação em processos de compras públicas. “Para garantir que escassos recursos públicos não sejam desperdiçados, é preciso combater a corrupção”, diz Moser.
 
Por meio do Portal das Possibilidades (Possibilities), o empresário faz contato e cadastro, além do endereço eletrônico www.ungm.org. “Damos preferência a empresas com propostas inovadoras, sustentáveis e pertencentes a mulheres”, explica a diretora. Em Brasília, um dos projetos do Unops é a reforma do hospital universitário (HUB), em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que reduziu de 4 para 1,5 anos, o tempo de execução da maternidade.
 
Presente a evento realizado pelo Sebrae, quem pediu conselhos e parceria à Unops foi o secretário de desenvolvimento do município de Itinga/MA (26,5 mil habitantes), Bruno Gimenez, 38 anos. “Queremos cooperação da ONU para aquisição de alimentos que a prefeitura doa para a creche pública, em ambiente que não seja viciado”, explicou.
 
Ed Alves/CB/D.A Press

Cadastro virtual


O secretário de Economia, Valdir Oliveira, anunciou um novo programa na central de compras do Governo do Distrito Federal (GDF), que vai priorizar empresas de pequeno porte e, em especial, microempreendedores individuais (MEI). Gastos de até R$ 1,5 mil serão dispensados de licitação.
 
Agora em dezembro, o GDF vai iniciar um cadastro virtual com endereços eletrônicos e telefones de pequenos fornecedores de serviços, e de micro e pequenas empresas em geral, que serão comunicados, diretamente, sobre pequenos serviços e processos licitatórios em geral. Atualmente, para saber sobre algum edital, é preciso consultar o Diário Oficial do DF.
 
A novidade já começou nas escolas. “Muitos pais dos próprios alunos da escola, tenho certeza, vão se enquadrar. É a isso que chamamos de desenvolvimento regional, ou seja, os recursos ficarão dentro da própria região ativadora daquela necessidade”, diz o secretário.
 
Profissionais do Simples serão chamados a recolocar um vidro quebrado, pintar a cozinha ou consertar um portão são serviços. “Achei bom para as partes”, concorda o chaveiro Jorge Alves de Carvalho, 46 anos, morador há 28 anos em São Sebastião. Chamado no mês passado para consertar três fechaduras em salas de aula da Escola Classe 303, Seu Jorge cobrou R$ 280. Foi pago dois dias depois pela Regional de Ensino.
“Antigamente, o chaveiro que atendia a escola daqui era da Ceilândia e quando havia emergências, tinha que chamar o cara que está a uns 50 quilômetros daqui”, comentou Seu Jorge.
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