Publicidade

Estado de Minas

CNA calcula safra recorde de grãos em 2018 com 250 milhões de toneladas

CNA calcula produção de 215 milhões de toneladas no próximo ano, com crescimento de até 1% em toda a cadeia do agronegócio


postado em 06/12/2017 06:00

A safra brasileira de grãos poderá alcançar o recorde de 215 milhões de toneladas em 2018. Apoiada no desempenho positivo do agronegócio e do consumo das famílias, a perspectiva para o próximo ano é de que a economia brasileira consiga superar a recessão, de acordo com o Balanço do agronegócio em 2017 e as perspectivas do setor para 2018, apresentado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ontem, em Brasília.

Dados da CNA indicam que a agricultura e o agronegócio contribuíram com 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país este ano, sendo responsáveis pela maior participação em mais de uma década. O crescimento projetado para o agronegócio como um todo, que reúne a cadeia produtiva de insumos, indústria e serviços, é de 0,5% a 1% no próximo ano.

O setor, segundo a confederação, foi o principal responsável pela queda da inflação porque “os recordes produzidos no campo se refletiram em alimentos mais baratos para a população brasileira”. Capitaneado pelo agro, a previsão da entidade para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) em 2017 é de 3,03%. Se esse número for confirmado, será o menor patamar registrado desde 1998. Estudo da entidade mostra que a alimentação em domicílio teve queda de 4,56% nos preços no período de janeiro a outubro de 2017.

Leia as últimas notícias em Economia


A criação de vagas na agropecuária foi a mais alta do país nos últimos cinco anos. O saldo líquido de empregos gerados no campo foi bastante positivo. De janeiro a outubro, as contratações no campo superaram as demissões em 93,6 mil vagas, 84% a mais do que o mesmo período de 2016. A agropecuária e a agricultura foram os únicos segmentos a aumentar os postos de trabalho, contabilizando um saldo de 19,2 mil vagas, no acumulado de 12 meses.

Clima

O presidente da CNA, João Martins, ressaltou que 2017 foi um ano excepcional, marcado pela safra recorde de grãos e fibras. As boas condições climáticas e a disposição dos agricultores de investir em suas produções e realizar melhorias ajudaram o setor. “Os produtores entenderam que deviam jogar mais tecnologia na terra e ter mais abertura de frente de plantio”, declarou.

Para 2018, as expectativas são boas para o setor agropecuário, mas não está descartada uma queda na produção de grãos, se comparada à supersafra deste ano. O agronegócio deverá continuar desempenhando papel primordial com relação à expansão da economia. Culturas como a soja, o milho, o algodão, o arroz e o feijão deverão recuperar produção e área plantada. “Teremos queda de volume, mas em função de 2017, que foi muito bom”, disse Martins.

O agronegócio corresponde a cerca de 20% do PIB do país e representa 40% do total de todas as exportações do Brasil. O setor é também responsável por parte considerável do superavit da balança comercial, que totalizou US$ 36,219 bilhões nos primeiros seis meses de 2017.

Com relação ao mercado externo, o complexo soja foi destaque, com participação de 29% nos embarques. China, União Europeia e Estados Unidos continuam como os principais parceiros comerciais do Brasil, mas outros mercados têm se destacado, como o Irã. “O agronegócio aumentou a participação nas exportações brasileiras de 46%, em 2015, para 48% neste ano. Com exceção de 2014, o setor foi o principal responsável por manter o superavit da balança comercial desde 2006”, explicou a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade