Produção de grãos no Brasil deve passar de 226 milhões de toneladas

Baixa é de 4,7% a menos do que o produzido na safra anterior; soja e milho ainda correspondem à maior parcela da produção de grãos no país

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postado em 12/12/2017 15:49 / atualizado em 12/12/2017 15:59

Cadu Gomes/CB/D.A Press


A expectativa da produção de grãos para 2017/2018 é de 226,5 milhões de toneladas, o que representa uma baixa de 4,7% em relação à safra anterior. Na safra passada, a produção alcançou o número de 237,7 milhões de toneladas. O clima favorece a produção dos grãos, e o esperado é que o ciclo de produção seja semelhante aos ciclos anteriores, segundo o 3º levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta terça-feira (12/12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o gerente da área de levantamento e avaliação de safras da CONAB, Cleverton Santana, a queda era esperada devido ao fato de o clima da última safra ter sido mais favorável para a produção. "Na última safra, tivemos o clima favorável para a produção durante o ano todo. Nos anos normais, ocorrem problemas", explica. Ele acrescenta que essa facilidade do clima em 2016/2017 possibilitou números recordes na produção de grãos. 
A soja e o milho ainda correspondem à maior parcela da produção de grãos no país. Com representatividade de 89% dos grãos produzidos, a soja deve alcançar 109,2 milhões de toneladas e o milho 92,2 milhões. Na safra anterior, os números foram de 114,1 milhões para a soja e 97,8 milhões para o milho. A primeira safra pode ter números menores no ciclo com expectativa de 25 milhões de toneladas, já para a segunda safra, espera-se um alcance de 67,2 milhões de toneladas, número próximo da produção passada, que correspondeu à 67,4 milhões de toneladas. Já o algodão em pluma deve ter aumento de 10,5% na produção, com estimativa para produção de 1,7 milhão de toneladas.

“A área aumentou e isso é bom”, acrescenta Cleverton. O total da área plantada foi favorecido pelo aumento do cultivo de algodão e da soja. Espera-se um aumento de 0,9% e a área pode chegar a 61,5 milhões de hectares. A soja, por ter melhor possibilidade de rentabilidade em relação às outras culturas, deve ter um aumento médio de 3,1%, podendo chegar à 35 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1 milhão de hectares em relação à 2016/2017. Já para o milho, estima-se uma redução de 528 mil hectares.

Em relação à produtividade, os números são baseados em análises de séries históricas, já que a safra ainda está em fase de plantio, com exceção da soja, que teve sua análise feita em campo. A pesquisa aponta uma produtividade de 3.123 kg/hectares contra 3.364 da safra anterior para a soja.

*Estagiário sob supervisão de Ana Letícia Leão.
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