Petrobras obtém registro para oferta pública de ações da BR Distribuidora

Preço da ação ficou em R$ 15. Serão oferecidos 291,25 milhões de papéis, totalizando R$ 4,3 bilhões. Com oferta suplementar, valor pode passar de R$ 5 bilhões

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postado em 14/12/2017 10:43 / atualizado em 14/12/2017 12:28

Petrobras/Divulgação
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deferiu, nesta quinta-feira (14/10), o registro da oferta pública de distribuição secundária de ações da BR Distribuidora. O preço por papel ficou definido em R$ 15 e a companhia alienará 291,25 milhões de ações ordinárias, totalizando R$ 4,36 bilhões. Com isso, a BR estreia nesta sexta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).

A oferta poderá ser acrescida de um lote suplementar de até 43,68 milhões de ações, nas mesmas condições e aos mesmos preços. Caso seja exercida a totalidade da opção complementar, o montante da oferta poderá superar R$ 5 bilhões.


De acordo com a Petrobras, o preço por ação foi determinado após estudo sobre as intenções de investimento realizado por instituições financeiras, e “teve como parâmetro as indicações de interesse, em função da qualidade da demanda (volume e preço)”.

Por enquanto, não será realizado nenhum registro da oferta ou das ações em qualquer agência ou órgão regulador do mercado de capitais de outros países. “As ações oferecidas não foram nem serão registradas nos termos da U.S. Securities Act of 1933 (lei que regulamenta as vendas de valores mobiliários nos EUA) e não podem ser oferecidas ou vendidas nos Estados Unidos sem o devido registro ou uma isenção de registro aplicável”, informou a companhia.

Leilão do pré-sal

A Petrobras também anunciou que tem interesse em direito de preferência para três áreas da quarta rodada do leilão do pré-sal, que será realizada em junho do ano que vem. A estatal apresentou ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) manifestação de interesse nas áreas de Dois Irmãos, Três Marias e Uirapuru, que serão ofertadas na 4ª Rodada de Licitação de blocos exploratórios sob o regime de partilha de produção.

O percentual mínimo requerido é de 30% em cada área e o valor correspondente ao bônus de assinatura, considerando que os resultados dos leilões confirmem apenas as participações mínimas indicadas em cada bloco, é de R$ 945 milhões. “A escolha tem foco na maximização de valor do portfólio da empresa. O posicionamento da Petrobras nestas licitações está alinhado aos fundamentos do seu plano estratégico”, justificou.

A Petrobras poderá ampliar o percentual de 30% indicado para as áreas onde está exercendo seu direito de preferência, formando consórcios para participar das licitações. Em relação às outras áreas, a companhia poderá participar em condições de igualdade com os demais licitantes, seja para atuação como operador ou como não-operador.

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