Disputas acirradas marcam o leilão de transmissão de energia

O certame teve ofertas em todos os 11 lotes oferecidos, com deságios significativos, alguns acima de 50%. O governo espera investimentos da ordem de R$ 8,7 bilhões no setor

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postado em 15/12/2017 14:12 / atualizado em 15/12/2017 17:21

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

 

 

O leilão de transmissão de energia, realizado nesta sexta-feira (15/12) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na sede da Bolsa de Valores de São Paulo, foi marcado por disputas acirradas e deságios significativos, alguns acima de 50%. Todos os 11 lotes receberem ofertas e o governo espera investimentos da ordem de R$ 8,7 bilhões.

 

O primeiro lote, que ofereceu linhões e subestações no Paraná, foi vencido pela empresa Engie Brasil Transmissão, que arrematou com lance de Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 231,7 milhões, quando o valor máximo era de R$ 355,4 milhões. Um deságio de 34,8%. Quatro consórcios participaram da disputa.


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No segundo lote, da concessão de linhas de transmissão e subestações no Piauí e Ceará, venceu a Celeo Redes Brasil, com o lance de R$ 85,2 milhões de RAP, ante valor máximo de R$ 182,2 milhões: deságio de 53,21%. Houve 14 lances na disputa.


A Sterlite Power Grid Ventures ganhou a disputa pelo terceiro lote, com linhas e subestações nos estados do Pará e Tocantins. O grupo ofereceu um lance de R$ 313,1 milhões ante teto de R$ 487,1 milhões, um deságio de 35,7%. Houve cinco lances no pregão deste lote.


Com 15 ofertas, o quarto lote, das linhas de transmissão nos estados de Tocantins e Bahia, foi disputado e acabou arrematado pela Neoenergia com lance de R$ 126 milhões. Como o valor máximo de RAP era de R$ 236 milhões, o deságio foi de 46,62%. A empresa também arrematou as linhas e subestações na Paraíba e no Ceará, com oferta de R$ 57,3 milhões para o sexto lote. O valor teto era R$ 103,4 milhões e houve desafio de 44,56%, numa disputa que envolveu 14 lances.


A Cesbe saiu vencedora da concorrência pelo quinto lote, de linhões no Rio Grande do Norte, com a oferta de RAP de R$ 14,3 milhões ante valor máximo de R$ 31,3 milhões, deságio de 53,94%. Foram 20 lances na disputa. Uma das duas linhas de transmissão no estado de Minas Gerais (MG) ficou com a Construtora Quebec, que arrematou o ativo ao ofertar RAP de R$ 32,6 milhões, um deságio de 34,65% ante o valor máximo de R$ 49,8 milhões. Dez participantes apresentaram lances pelo sétimo lote.

 

O oitavo lote, que também oferece linhas em MG, foi arrematado pelo consórcio Linha Verde, formado pela Construtora Quebec e pela Quebec Apiacas SA, com lance de R$ 32,9 milhões. O valor máximo era de R$ 51,1 milhões e o deságio foi de 35,5%. A disputa envolveu 10 lances.

 

A EEN Energia e Participações arrematou a linha de transmissão e subestação na Bahia do nono lote com lance de R$ 9 milhões de RAP, ante valor máximo de R$ 17,4 milhões. O deságio foi de 47,8% e houve 17 propostas.  O Consórcio BR Energia venceu o décimo lote, da linha de transmissão e subestação no estado de Pernambuco, com oferta de RAP de R$ 7,2 milhões ante valor máximo de R$ 12,1 milhões, deságio de 40%. Houve 18 lances pelo lote.

 

O último lote, de subestação em Pernambuco, foi arrematado pela Montago Construtora com RAP de R$ 4 milhões ante valor máximo R$ 8,5 milhões, deságio de 52,91%. Houve 21 lances na disputa.

 

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