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Estado de Minas

Novela da recuperação judicial da operadora Oi ganha novos capítulos

A Pharol, maior acionista da companhia, considerou neste domingo (4/2) que o cancelamento da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) pela Oi constitui %u201Cmais um ato arbitrário da empresa, que viola direitos dos acionistas%u201D


postado em 05/02/2018 20:02


(foto: NACHO DOCE)
(foto: NACHO DOCE)
 
A recuperação judicial da operadora Oi ganhou novos capítulos esta semana. A Pharol, maior acionista da companhia, em decorrência da participação da Portugal Telecom, considerou neste domingo (4/2) que o cancelamento da Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para 7 de fevereiro, pela Oi constitui “mais um ato arbitrário da empresa, que viola direitos dos acionistas”.
 
 
A Pharol fez a convocação da AGE e recebeu até mesmo um indicativo positivo do Ministério Público do Rio de Janeiro para realização da assembleia, na quinta-feira passada. Em comunicado ao mercado, no dia seguinte, no entanto, a Oi afirmou que não realizaria a AGE por considerar que a decisão do juiz que homologou o Plano de Recuperação Judicial (PRJ) em 8 de janeiro eliminava essa necessidade.
 
Conforme o documento, a “Oi esclarece que o teor da referida decisão, sobretudo no que se refere à convocação de AGE para deliberar sobre matérias que impactem no Plano de Recuperação Judicial aprovado em Assembleia Geral de Credores, já devidamente informado ao mercado e em especial ao acionista em questão, estabeleceu o que segue: as alterações pertinentes, inclusive do estatuto social da companhia, aprovadas no PRJ dispensam a realização de AGE e podem ser levadas a cabo pelos órgãos de direção da companhia”.

Na decisão, o juiz afirmou ainda que “a convocação de assembleia de acionistas, nesta hipótese, reinstalaria a instabilidade fortemente rejeitada pelo Judiciário durante todo esse processo de recuperação judicial”. Nesta segunda-feira (5/2), em mais um round na quebra de braços da operadora Oi, a Pharol enviou, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), outro comunicado com o seguinte teor: “na qualidade de maior acionista da Oi, em recuperação judicial, a Pharol ratifica a regular e legítima convocação da Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se, em primeira convocação, no dia 7 de fevereiro de 2018”.

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