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Correio Braziliense

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Escolas conquistam pais oferecendo aulas de pintura, dança e música

Atividades ajudam a desenvolver a criatividade dos estudantes

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postado em 28/10/2014 14:58



“Esta aqui é uma mulher bala, ela se chama Sofia. Não, espera. Pode mudar de nome? Escolho Duda”, exclama Giovana Carvalho, 7 anos, aluna do segundo ano do ensino fundamental em um colégio de educação infantil na Asa Sul. Foi com esse entusiasmo que optou por batizar a boneca criada com as amigas Beatriz Vieira, Catarina Gomes e Maria Clara Carneiro, todas da mesma idade. A professora de artes das crianças, Larysa Gabrielle, precisou apenas de uma bolinha de isopor, rolo de papel higiênico e canetinhas para estimular a criatividade das meninas. “Elas ficam mais soltas e a imaginação aumenta muito”, garante. “Por isso a importância de trabalhar a arte dentro da sala de aula”, analisa.

O único objetivo do ensino não é formar pintores ou músicos. O professor de artes ajuda a desenvolver o potencial criativo do aluno. “É preciso estimular o estudante a criar uma personalidade própria. O educador procura fazer a criança expressar os sentimentos. A arte facilita muito isso, porque representa um momento de prazer, divertimento e satisfação”, explica a supervisora educacional Pryscila Apolinário, do colégio das crianças.

As escolas procuram oferecer cada vez mais opções para dinamizar o aprendizado e ganhar a confiança dos pais preocupados com o desenvolvimento criativo dos filhos. Nos currículos dos colégios de Brasília, há aulas de pintura, dança, teatro e música. Uma das novidades é o ensino de técnicas de circo. José Carlos Lopes ministra essa disciplina dentro de algumas escolas da cidade e acredita na necessidade de trazer mais ainda a arte para a educação. “O mercado de trabalho pede um profissional inventivo, então precisamos começar esse processo desde pequeno. E a criatividade você só desenvolve passando por desenho, interpretação, dança e atividades do tipo.”

Para todas as idades
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação prevê a obrigatoriedade da educação artística apenas no ensino básico. Contudo, a cobrança do tema em provas de vestibular obriga o currículo incluir o conteúdo. Isso resulta em uma aula voltada mais para questões teóricas e menos para atividades práticas. “Acredita-se que quando os alunos crescem, eles não vão querer colocar a mão na massa. Mas quando você propõe uma atividade lúdica, percebe as crianças existentes dentro deles”, explica Pryscila Apolinário.

Lopes dá aula para todas as idades e concorda que as crianças reagem mais facilmente a partir das atividades propostas. Com adolescentes, pode ser um pouco mais difícil. “Qualquer novidade gera um estranhamento. Mas a ideia é quebrar isso. E se o aluno mantiver interesse nas artes, ele consegue se apoderar dessa estrutura e desenvolver uma sensibilidade muito maior do mundo.”

Palavra do especialista
Em geral, as escolas estão muito preocupadas com a estética. Querem apresentar para os pais um trabalho de artes esteticamente perfeito e não a produção real da criança. O bacana é quando o educador entende que o estudante tem que colocar no papel aquilo que está sentindo e pensando. Passa-se a considerar aquilo bonito, quando entende que aquela é a capacidade do aluno naquele momento. É preciso ver a arte como um momento para o estudante se expressar.
Pryscila Apolinário, supervisora educacional

Com informações de Thiago Amâncio

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