Colecionadores não deixam o rock parar de tocar na vitrola

O comerciante Francisco Pinho guarda parte da história da música. Fã de Elvis Presley, Ted Nugent e outros nomes do rock mundial, o morador guarda 3 mil LPs.

postado em 27/03/2017 06:03 / atualizado em 27/03/2017 11:36

Bruno Peres/Esp. CB/D.A Press


Quem vê Francisco Pinho vendendo baião de dois, buchada, caldo de mocotó e churrasco na Feira de Ceilândia não imagina que a história dele está profundamente ligada ao rock nacional.

De quarta a domingo, Francisco se dedica à banca na feira da cidade. Fora dali, o comerciante guarda parte da história da música. Fã de Elvis Presley, Ted Nugent e outros nomes do rock mundial, o morador guarda 3 mil LPs.

“Meu pai não gostava de rock. Ele era fã de artistas famosos que surgiram no Nordeste, como Luiz Gonzaga. Mas, ainda pequenininho, eu já comecei a ouvir discos de rock. Lembro que o primeiro que ganhei foi do Ted Nugent e tenho esse disco até hoje. Às sextas-feiras, eu e meus amigos sempre nos reunimos para ouvir as músicas que marcaram época”, completa.



Francisco não está sozinho na tarefa de colecionar discos. Os anos dourados da música ficaram marcados e guardados no acervo de Givaldo Nunes, que transformou seu hobby em negócio. O morador tem mais de 20 mil discos de vinil reunidos desde que ele tinha 10 anos de idade e trocava pipas por bolachões.

“As coleções históricas valem uma fortuna. O curioso é que, depois que abri a loja, os discos que eu tinha vendido voltaram para minha mão”, afirma.

Quem entra na loja, logo tem a sensação de ter viajado para os anos 1980. O ambiente revela quem são os nomes que atravessam gerações. (R.S)


Ferrock

O que fé, revolução e rock têm em comum? Para os criadores do Festival Ferrock, tem tudo a ver. “Com fé vamos conseguir realizar este festival”, repetia um grupo de moradores da cidade interessado em promover um festival que reunisse a população em torno de causas sociais. Capitaneado pelo produtor cultural Ari de Barros, há 32 anos, o evento é promovido sempre em outubro. Há 10 anos acontece na Praça do Trabalhador, sempre abraçando uma causa. Conseguiram, por exemplo, a construção de uma escola de ensino médio e limpar um lixão que se instalava na QNP 11. A luta atual do festival é transformar uma área abaixo da QNM 4 em um parque ecológico vivencial, planeja Ari.

publicidade