Esporte atrai jovens e promete revelar talentos de Ceilândia

Instrutores incentivam que os treinos de futebol e os campeonatos aconteçam de forma paralela aos estudos

postado em 27/03/2017 06:07 / atualizado em 27/03/2017 11:19

Bruno Peres/Esp. CB/D.A Press


O esporte atrai as novas gerações e promete revelar grandes talentos de Ceilândia para representarem o Distrito Federal e o Brasil. Além de ser um meio de inclusão social, o futebol faz brilhar os olhos de crianças e adolescentes que sonham em seguir o caminho de grandes jogadores. Projetos esportivos lotam as quadras de esporte nos fins de semana.

Um dos projetos mais conhecidos é o RBG Esportes. A ideia surgiu depois que um grupo de professores de educação física se uniram para criar um projeto social. Os profissionais treinam garotos de 7 a 17 anos. O presidente do RBG Esportes, Roberto Araújo, 38 anos, destaca que o esporte tem cada vez mais adeptos em Ceilândia.

“A nossa cidade tem muitos talentos. Temos jogadores tanto do masculino quanto do feminino. Em abril, vamos passar por uma avaliação do São Carlos, de São Paulo. Já temos atletas que foram para times do Paraná, Bahia e São Paulo. Ceilândia tem talento para todos os esportes”, afirma.

Os treinos de futebol e os campeonatos ocorrem de forma paralela aos estudos.

Vôlei

Nem só do futebol vivem os esportistas da cidade. Acalentando o sonho de se transformaren em atletas profissionais, as amigas Esther Lopes e Gabriela Alves, ambas com 17 anos, precisam percorrer 12 quilômetros até Samambaia para treinar em um ginásio quatro vezes por semana. Assim como elas, em torno de outras 30 jogadoras fazem o mesmo percurso, incentivadas pelo professor de Educação Física e criador do projeto Capital Vôlei, Edmilson Ribeiro de Souza, 47 anos.

Ele é o treinador do único time de vôlei da cidade, criado em 2014, com premiações na bagagem, mas que não consegue ocupar espaços públicos, como o Ginásio Poliesportivo de Ceilândia. “Está sempre cedido para times de futsal”, reclama.

Neste tempo de existência do time de vôlei, o treinador conseguiu ocupar o ginásio quatro vezes. “Continuo insistindo porque a negativa eu já tenho, corro sempre atrás do sim”, fala. Em busca de patrocínio, ele assegura que se tivessem um lugar fixo para treinar, muitos atletas despontariam na cidade.

Enquanto lutam por um lugar mais próximo de casa para treinar, as meninas não desistem e sonham em representar a cidade onde nasceram mundo afora.

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