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Correio Braziliense

Casa do Estudante da UnB é abrigo para universitários vindos de todo o país

Morando no local, quatro amigos redescobriram o sentido de viver em família; "nossa ideia sempre foi se dar bem para crescer junto", resume um deles

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postado em 21/04/2016 16:30 / atualizado em 21/04/2016 18:26

Correio Braziliense

Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press
 

 

Antes mesmo de chegarem à Universidade de Brasília (UnB), Rômulo Manuel Alves, 21 anos; Matheus Fernandes Santos Costa, 24; Mayk Chayenne Gomes, 20; e Pedro Romualdo, 22, tinham muito em comum. Esses quatro amigos, que hoje se consideram irmãos, enfrentaram uma série de obstáculos até realizar o sonho de estudar numa universidade federal. Vieram de longe, nasceram em famílias simples e lutaram com unhas e dentes para chegar aqui. Hoje, eles estudam e vivem na Casa do Estudante Universitário (CEU). Compartilham tudo o que têm e garantem: jamais vão se separar.

Rômulo cursa relações internacionais. Veio de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, perseguindo o incansável sonho de estudar numa universidade conceituada. “Liguei para o meu pai para dar a notícia de que tinha passado no vestibular, mas eu temia que não pudesse vir para cá por conta do dinheiro”, lembra. Depois de uma série de acontecimentos, eis que ele, contando com a sorte, chegou à capital. Quando soube da possibilidade de não ter gastos com moradia, se inscreveu no edital para morar na CEU — alojamento que recebe estudantes da UnB e os abriga sem custos adicionais.

“Houve uma reunião em que eles disseram como funcionaria isso aqui. Logo depois que terminaram de falar, tivemos que nos juntar, naquele momento, com pessoas desconhecidas para ocupar os quartos”, conta. E foi aí que esses rapazes tiveram as vidas cruzadas. Ansiosos, eles se olharam e, com o auxílio do acaso, escolheram uns aos outros. Logo após a decisão, definiram: a boa convivência se tornaria regra. “A gente queria fazer de tudo para morar num lugar bom e ter uma relação bacana. A nossa ideia sempre foi se dar bem aqui para crescer junto”, garante Matheus, estudante de enfermagem, que veio de Luziânia.

E foi o que aconteceu. Os quatro amigos fazem absolutamente tudo juntos. Vão ao supermercado, a festas, dividem as despesas do lar e os problemas pessoais. Como se não bastasse tamanha sinergia, eles ainda decidiram empreender. Pesquisaram e compraram uma máquina de lavar roupas de última geração. Hoje, lavam as roupas dos vizinhos e cobram o valor de R$ 10 por lavagem. Todo o dinheiro arrecadado é empregado em melhorias do próprio apartamento. “Fazemos, em média, umas cinco lavagens por semana, e isso tem feito sucesso. Os nossos colegas deixam as roupas aqui e se impressionam com o vínculo que a gente tem”, diz o brasiliense e estudante de direito Mayk.

O clima familiar é tanto que, quando chegaram ao apartamento, eles organizaram um chá de panelas para ganhar os itens domésticos que ainda não tinham. Em Brasília, fizeram novos amigos e encontraram uma cidade com atmosfera única. “Brasília é o centro. Até quem mora no Entorno passa a maior parte do tempo aqui, trabalhando e ganhando a vida”, acredita Pedro, estudante de educação física. Para ele, que é apaixonado por esportes, a capital tem um clima especial. “A cidade tem muitas árvores e espaços livres. O Parque da Cidade é um dos lugares que mais me chamam a atenção. A qualquer hora do dia você vai encontrar gente praticando esportes e curtindo a natureza.”

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