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Abertura

Documentário de Walter Carvalho abre festival de cinema em Brasília

O novo longa-metragem do cineasta brasileiro traz a própria cinematografia como tema central

postado em 14/09/2015 11:37 / atualizado em 14/09/2015 16:34

Repíblica Pureza Filmes/Divulgação

O 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro será inaugurado com a exibição do novo documentário de Walter Carvalho, Um filme de cinema. Com temática metalinguística, nada parece fazer mais sentido que abrir um festival de cinema brasileiro com um longa metragem nacional sobre a arte do fazer cinematográfico. O filme será apresentado em 15 de setembro durante a solenidade de abertura, às 20h30, no Cine Brasília.

“Por que fazer cinema e para que ele serve?”. É com essa questão que Walter Carvalho coloca em debate a arte das imagens vivas. E, a partir da resposta de grandes nomes do cinema nacional e internacional, o documentário traz um panorama da construção artística ao longo dos anos.


Profissionais de diferentes vertentes e gerações do cinema, como o polonês Andrzej Wadja, o húngaro Benedek Fliegauf, os brasileiros Júlio Bressane e Ruy Guerra e até atores, como o italiano Salvatore Cascio, deixam seus depoimentos registrados. O dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna também aparece entre os entrevistados e relembra os tempos que viveu no cinemas do interior quando era menino.

A produção foi também uma forma, encontrada pelo diretor, de registrar o conteúdo de conversas informais - e, no entanto, pertinentes - que surgiam entre gravações e edições, mas evaporavam com o tempo. O festival segue até 22 de setembro, no Cine Brasília.

Considerado um dos mais importantes fotógrafos do cinema brasileiro e representate expressivo do movimento Cinema Novo, Walter Carvalho também não deixa a desejar como diretor e vem somando admiradores dos seus trabalhos.

O documentário Um filme de cinema tem duração aproximada de 90 minutos e não é recomendado para menores de 14 anos.

Filmes selecionados pelo festival

Foram 130 longas-metragem inscritos no festival, dos quais, seis foram selecionados para a competição oficial. O único documentário que entrou na disputa foi Santoro: O homem e sua música, produzido no Distrito Federal. O número de curtas e médias-metragem que vão concorrer à premiação é maior. Dos 458 inscritos, doze foram escolhidos.

Longas

A família Dionti (Alan Minas)
Big jato (Cláudio Assis)
Fome (Cristiano Burlan)
Para minha amada morta (Aly Muritiba)
Prova de coragem (Roberto Gervitz)
Santoro: O homem e sua música (John Howard Szerman)

Curtas e médias-metragem

A outra margem (Nathália Tereza)
À parte do inferno (Raul Artuso)
Afonso é uma brazza (Naji Sidki e James Gama)
Cidade nova (Diego Hoefel)
Command action (João Paulo Miranda Maria)
Copyleft (Rodrigo Carneiro)
História de uma pena (Leonardo Mouramateus)
O corpo (Lucas Cassales)
O sinaleiro (Daniel Augusto)
Quintal (André Novais Oliveira)
Rapsódio para o homem negro (Gabriel Martins)
Tarântula (Aly Muritiba e Marja Calafange)

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