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Cinema

Abertura do festival ficará por conta de Walter Carvalho

O longa do diretor participa de uma homenagem ao irmão, Vladimir Carvalho

postado em 15/09/2015 07:03

República Pureza Filmes/Divulgação

São mais de 80 filmes na carreira. Como diretor, diretor de fotografia, assistente de direção e operador de câmera, Walter Carvalho está associado a obras fundamentais do cinema nacional. Central do Brasil e Carandiru, por exemplo, estão entre elas.

O consagrado cineasta abre o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro falando justamente sobre o ofício. Em Um filme de cinema, Walter colhe depoimentos de 14 personalidades que dedicaram a vida à sétima arte. A única exceção responde por Ariano Suassuna, que aparece no longa relembrando as histórias que vivenciou no cinema, ainda quando era um menino e corria descalço pelas ruas.

Além da exibição, o diretor marca presença em virtude da homenagem ao documentarista Vladimir Carvalho, seu irmão. “Estou no cinema por conta dele. Aprendi o trabalho ao observá-lo. Ele me conduz por esse caminho, do qual nunca mais saí”, conta.

No palco do Cine Brasília, Walter rememorará lembranças afetivas que o marcaram por entre as tantas edições das quais participou. Memórias carregadas com carinho, já que ele não hesita ao adjetivar o evento como “o mais importante festival de cinema do país”.

O elenco

Béla Tarr, Ruy Guerra, Julio Bressane, Lucrecia Martel, José Padilha, Benedek Fliegauf, Jia Zhangke, Gus Van Sant, Ken Loach, Ariano Suassuna, Karin Aïnouz, Andrzej Wadja, Hector Babenco, Asghar Farhadi e Salvatore Cascio.

O diretor

Fotógrafo e cineasta brasileiro. Herdeiro do Cinema Novo, começou ajudando como fotógrafo e, aos poucos, foi assumindo outros projetos de fotografia em cinema até se tornar também diretor. Sua apurada fotografia cinematográfica tem a marca inconfundível do cinema brasileiro da segunda metade do século 20, assim como testemunha as transformações sociais, políticas e culturais pelas quais o Brasil tem passado nas últimas décadas.

Seu currículo no cinema possui mais de 80 obras, entre elas: Brincante (2014); Raul — O início, o fim e o meio (2012); Budapeste (2009); Moacir arte bruta (2005); Cazuza — O tempo não para (codiretor,2014); Lunário perpétuo (2003) e Janela da alma (2001).

O visionário


O Festival de Brasília começou com o nome Semana do Cinema Brasileiro e foi criado pelo crítico e professor de cinema Paulo Emílio Salles Gomes, em 1965. O primeiro vencedor do festival foi o filme A hora e a vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos, baseado em conto de Guimarães Rosa. Naquela época, o público só podia frequentar as sessões se estivesse vestido com traje passeio completo. Em 1967, passa a se chamar Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

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