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Santoro: documentário traz depoimentos do compositor

Claudio Santoro, que dedicou anos ao Distrito Federal, é lembrado em obra de John Howard Szerman

postado em 15/09/2015 07:06

Divulgação

Todos conhecem o Teatro Nacional Claudio Santoro, palco principal da capital federal. Mas nem todos conhecem o homem que o intitula. Eis que o diretor inglês, residente de Brasília há mais de duas décadas, John Howard Szerman, joga luz sobre o maestro e compositor no documentário Santoro — O homem e sua música, atração principal da mostra competitiva de hoje. Bela oportunidade para o espectador brasiliense estreitar as relações com o maestro que dedicou grande parte da vida profissional e pessoal a Brasília.

“Não tive a oportunidade de ver o filme inteiro ainda, mas, pelos trechos que assisti, parece-me uma visão mais focada na obra de meu pai e menos na pessoa”, comenta Claudio Raffaelo Santoro, filho do compositor. Raffaelo figura entre as várias personalidades que prestaram depoimento ao cineasta inglês.

“Estou curioso em relação à reação da plateia. Mas fiquei muito feliz com a notícia de que o longa estava entre os selecionados. Qualquer iniciativa que traga visibilidade ao trabalho de meu pai é bem-vinda”, afirma o filho, conhecido em Brasília por conta da colaboração à cena de rap.

O maestro, nascido em Manaus, que chegou a compor com Vinicius de Moraes, foi um dos mais atuantes músicos do Distrito Federal, principalmente enquanto professor do Departamento de Música da Universidade de Brasília (UnB) e como regente titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, que hoje leva seu nome.

O elenco


Claudio Santoro, Elson Farias, Jocy de Oliveira, Lutero Rodrigues, Sonia Santoro, Fernando Bicudo, Claudio Cohen, Sílvio Barbato, Júlio Medaglia, Henrique Morelenbaum, Guilherme Vaz, Roberto Duarte, Sonia Bonna, Sérgio Nogueira Mendes, Alessandro Santoro, Raffaello Santoro, Gisèle Santoro, entre outros.

O diretor

John Howard Szerman nasceu em Londres, em 1947, onde fez mestrado em cinema e televisão no The Royal College of Art (1975). Reside em Brasília há 22 anos, desde 1993, quando realizou a 1ª Conferência Nacional de Cultura.

O diretor atua no audiovisual desde 1970. Os principais trabalhos como diretor são: Assim falava Zaratustra (Londres, 1975); Footage filmed (Londres, 1974); Duel (Londres, 1974) Capoeira of Brazil (Londres, 1973); Caetano Veloso: O tesouro da juventude (Londres, 1970).

Como diretor de fotografia e camera man, trabalhou em uma série de vídeos experimentais com Jean-Luc Godard (Paris, 1973), foi codiretor de fotografia com Ricardo Aronovich no filme Rit Folie, de Luiz Eduardo Prado (Paris, 1973), codiretor de fotografia e camera man do filme A idade da Terra, de Glauber Rocha (Brasil, 1980) e de Uaká, de Paula Gaetan (Brasil, 1986), prêmio de melhor fotografia em 16mm no Festival de Brasília, entre outros.

Foi editor final do programa Documento Especial da extinta TV Manchete, e diretor do programa Caravana do amor, na TV Bandeirantes, entre outros.

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