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Um filme de cinema abre o festival com homenagem à criação cinematográfica

Durante o debate sobre o longa realizado na manhã de ontem, o diretor paraibano falou que o filme se destina principalmente às pessoas que apreciam a sétima arte

postado em 17/09/2015 07:31 / atualizado em 16/09/2015 18:06

Nahima Maciel

Nahima Maciel/CB/D.A Press

Walter Carvalho faz uma homenagem à criação cinematográfica em Um filme de cinema, que abriu a primeira noite do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Durante o debate sobre o longa realizado na manhã de ontem, o diretor paraibano falou que o filme se destina principalmente às pessoas que apreciam a sétima arte. “É um filme para quem gosta de cinema, para quem não tem mais cura”, disse.

Carvalho dividiu a mesa de debate com Cláudio Assis, personagem de Um filme de cinema e diretor de Big jato, longa selecionado para a mostra competitiva. “Para mim, esse é o melhor filme do Walter Carvalho. É um filme que mostra como essas pessoas criam. Eu fiquei muito emocionado. Serve para as pessoas compreenderem o que é ver cinema”, disse Assis.

A obra de Walter Carvalho reúne entrevistas com 13 cineastas de vários países para falar sobre a criação e o destino da arte cinematográfica. Nas primeiras cenas, Walter Carvalho mostra um cinema em ruínas, uma espécie de metáfora sobre uma eventual morte do cinematografia. “O cinema não acaba nem que seja desaparecido” , garantiu Cravalho, durante o debate. “O filme não serve para nada, a não ser uma base para você começar a pensar o cinema”, explicou.

O diretor contou que encontrou o cinema em ruínas no sertão de Pernambuco, quando filmava Madame Satã, de Karim Aïnouz. Um tempo depois de terminar o longa de Aïnouz, ele voltou ao local para realizar as imagens que mais tarde norteariam Um filme de cinema. No longa, Carvalho também volta às locações de Cinema paradiso, de Giuseppe Tornatore.

Durante o debate, o diretor foi questionado sobre a pertinência do bloco dedicado ao filme de Tornatore em Um filme de cinema. “É um caráter afetivo, emocional, melancólico que faz parte da minha personalidade e é sobretudo um caráter histórico”, contou o diretor, que entrevistou atores e figurantes de Cinema paradiso. “Pra mim, tudo vem da pintura. Ou melhor, tudo vem do renascimento. Digo isso há 20 anos e as pessoas não acreditam, isso não repercute”, disse.

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