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Trilha sonora

DJ e instrumentistas se esmeram na difícil tarefa das trilhas sonoras

Os músicos precisam harmonizar as imagens à sonoridade das películas

postado em 17/09/2015 07:33

Irlam Rocha Lima

Marcelo Lyra/Divulgação
Responsável pela criação de climas, sensações, a trilha sonora é vista por especialistas como ferramenta essencial na construção da técnica narrativa de um filme, fator fundamental na criação de uma história. Para elaborá-la, em geral, são convocados profissionais que tenham identificação com a proposta do cineasta.

Na 48ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, seis trilheiros estão envolvidos com a produção dos filmes que, até a próxima segunda-feira participam da mostra competitiva de longa-metragem, em exibição no Cine Brasília.

A trilha de Fome, filme dirigido por Cristiano Burlan, que trata da solidão urbana, a ser exibido hoje, é uma criação de Juão Nin e da Androide sem Par, banda do Rio Grande do Norte, radicada em São Paulo. “Na trilha foram incorporadas duas músicas da nossa banda Esses meses e Besteira, que falam de amor e morte e remetem à temática do filme, ligada ao morador de rua.

Incialmente, Nin foi convidado para atuar como ator. A possibilidade de ser responsável pela trilha surgiu depois. “Faço um personagem não binário. Ele, que contracena com protagonista, Jean-Clude Bernadet, oscila entre o gênero masculino e o feminino”, explica.

O curitibano André Ramiro é o autor da trilha de Para minha amada morta, do baiano Aly Muritiba, a ser apresentado amanhã. Atualmente morador do Rio de Janeiro, Ramiro já havia trabalhado com o diretor num curta-metragem. “Na construção da trilha, inclui músicas das minhas duas bandas, Transibéria, da Ruído por Milímetro; e Anjo anjo, Lobisomem tubarão, Orfanato de cobra e Sonata para elefante, da Índios Eletrônicos”, adianta. “Todas, acredito, têm a ver com a estética do filme”, acrescenta.

Big jato, do pernambucano Cláudio Assis, baseado em livro homônimo de Xico Sá, é um dos longas mais aguardados.A trilha sonora tem a assinatura do DJ Dolores. “Voltar a trabalhar com Cláudio e Hilton (Lacerda, um dos roteiristas), num filme que tem como referência livro de Xico Sá, foi uma delícia. Somos amigos há muito tempo, costumamos frequentar o mesmo bar.”

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