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Mais que filmes: seminários e palestras integram programação do Festival

Produção cinematográfica, mercado audiovisual, questões de gênero e outros assuntos relacionados a sétima arte serão debatidos nos eventos

postado em 21/09/2016 07:01 / atualizado em 21/09/2016 10:45

Loic Venance/AFP

Além do circuito de filmes, o Festival de Cinema Brasileiro de Brasília contará com uma série de seminários e palestras para discutir a produção cinematográfica, o mercado audiovisual, as questões de gênero e outros assuntos relacionados a sétima arte. Com a curadoria dos cineastas Tânia Montoro e Sérgio Moriconi, o festival reunirá debatedores e palestrantes ilustres, como a produtora Mariza Leão e o diretor Kleber Mendonça Filho (Aquarius).



Os temas abordados  contemplam desde assuntos mais técnicos e voltados aos trabalhadores de audiovisual, até debates amplos sobre cultura e representação cinematográfica da mulher, por exemplo. Os debates contam com a mediação de Eduardo Valente, curador das mostras do festival, da jornalista e produtora Ana Arruda Neiva e do diretor e produtor Marcus Ligocki Jr (Rock Brasília: Era de ouro). Os seminários serão realizados no salão Caxambu do Kubitschek Plaza Hotel, de hoje a domingo. 

Palestras
Com temas mais voltados aos estudantes e profissionais de audiovisual, as palestras ocorrerão de hoje a segunda-feira, às 14h30, no salão Leopoldina do Kubitschek Plaza Hotel. O criador da série Historietas assombradas, Victor-Hugo Borges, estará presente no primeiro dia das palestras para conversar sobre a potencialidade da linguagem audiovisual, pois sua série no Cartoon Network foi baseada em um curta e está atualmente sendo adaptado para um longa-metragem.

O cineasta vai apresentar o case da série, falando das adaptações de formato que ele realizou: “Vou mostrar como foi feita a adaptação do conceito original para a série, em  2013, e como estamos fazendo agora para o longa”. Victor-Hugo Borges exibirá os cinco primeiros minutos do longa no festival. Lauro Escorel, diretor de fotografia que já trabalhou com Fernando Meirelles e Hector Babenco, palestrará na quinta-feira, enquanto o diretor Kleber Mendonça Filho, de O som ao redor e Aquarius, falará na sexta-feira.

O festival também promoverá lançamentos de vários livros, tais como Glauber Rocha: cinema, estética e revolução, de Humberto Pereira da Silva; A aventura do Baile perfumado: 20 anos depois, organizado por Amanda Mansur e Paulo Cunha,  que publica pela primeira vez o roteiro original do filme, com  depoimentos da equipe. Um dos destaques dos lançamentos é o livro publicado pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e Canal Brasil, 100 melhores filmes brasileiros, uma reunião de ensaios de 100 autores sobre os filmes que marcaram a história do cinema nacional. O crítico de cinema do Correio Braziliense, Ricardo Daehn é um dos autores do livro, com artigo sobre o filme Dois corrégos, de Carlos Reichenbach.

Prêmio Saruê

Pelo vigésimo ano, a equipe do caderno Diversão&Arte do Correio entrega o Prêmio Saruê para a produção ou profissional que mais se destacou na edição. O nome remete ao longa-metragem O país de São Saruê, de Vladimir Carvalho, retirado do festival em 1971 por conta da censura federal.

Como de costume, o troféu foi confeccionado por Francisco Galeno, que usou de influências da cultura afro-brasileira: “É ligado a Brasília, pela geometria e arquitetura, mas tem cores fortes, que faz conexões com a África”. O troféu, feito em madeira e metal, apresenta a figura de uma girafa de 10 centímetros olhando para trás. Ela vê o próprio reflexo em uma placa espelhada. “É uma metáfora, nós temos que olhar para trás para entender o futuro”, explica Galeno.

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