Em balanço, equipe do Correio avalia pontos positivos e negativos do Festival

O aumento no número de longas na mostra competitiva é um destaque que deve ser seguido no próximo ano, quando o festival completa cinco décadas

postado em 28/09/2016 07:01 / atualizado em 27/09/2016 17:09

Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press

Depois de oito dias de programação, entre curtas e longas-metragens e debates, o 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chega ao fim. A equipe do Correio elencou alguns pontos fortes e também sugestões de otimização do evento. O aumento no número de longas na mostra competitiva é um destaque que deve ser seguido no próximo ano, quando o festival completa cinco décadas.

 

Outra inovação louvável é a Medalha Paulo Emílio Salles Gomes, que homenageia o criador do festival e premia figuras de destaque no ensino, na crítica e na difusão do cinema brasileiro. Nesta edição, a medalha foi entregre para o diretor, ator e crítico de cinema Jean-Claude Bernardet.


A produção do evento também mostrou extrema competência sob a coordenação de Sergio Fidalgo e equipe. Os curadores dos seminários e palestras, Tânia Montoro e Sérgio Moriconi traçaram uma agenda bastante diversificada, que atraiu diferentes tipos de público para o festival. É importante destacar também que as sessões e reprise gratuitas ajudam a disseminar o cinema brasileiro.


Pelo lado negativo, a praça de alimentação com uma iluminação fraquíssima, preços altos e cardápio sem qualquer criatividade. O público reagiu, buscando opções alternativas fora do espaço. O tamanho do estacionamento também é uma questão a ser pensada, visto que ele era muito pequeno para a dimensão do festival. Além disso, é muito questionável que, moradores de quadras vizinhas, cerquem e se apossem de um espaço, por definição, público.

 

Houve risco, diante das exibições tardias da mostra competitiva para as sessões que terminavam próximo da meia-noite, dando margem à insegurança no caminho para os que estacionaram em locais afastados. Os atrasos também marcaram o evento de forma negativa, chegando a 40 minutos em algumas exibições.

Acertos

» Boa programação paralela de longas metragens;
» Valorização de personalidades que construíram a identidade do cinema brasileiro, como Julio Bressane e Jean-Claude Bernadet;
» A Mostra Brasília, sempre lotada, ficou mais integrada ao evento;
» Boa representatividade de filmes brasilienses;
» Entrada franca para as reprises no Liberty Mall.

Pode melhorar

» Sessões da mostra competitiva exibidas em horários não tão acessíveis;
» Falta de segurança, nos arredores da festa.

Fica a dica

» Faltou animação musical na praça de alimentação;
» Fomentar a participação de outras cidades do Distrito Federal;
Montar retrospectivas ligadas a personalidades homenageadas.

Público do festival *

Mostra Competitiva: 6.950
Abertura:700
Sessões especiais:3.800
Mostras paralelas:3.800
Festivalzinho:5.340
Festival Escolas: 
1.400

Mostra Brasília: 4.200
Encerramento:700
Debates: 1.200
Seminários, workshops e palestras: 
1.180

Total: 29.270
* Dados da coordenação do evento

Ainda têm filmes!
 

49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no Cine Brasília (EQS 106/107 — Asa Sul)

» Hoje, às 19h, Mostra Brasília: projeção do melhor filme, escolhido pelo júri oficial. Entrada franca.
» Hoje, às 21h,
Mostra competitiva: exibição do melhor filme, escolhido pelo júri oficial. Entrada franca.

» Hoje, às 15h, Baile perfumado (Brasil, 1996, 93 min. Não recomendado para menores de 16 anos). De Paulo Caldas e Lírio Ferreira. Entrada franca.

» Hoje, às 21h, Mostra Cinema agora!, com exibição do filme Pedro Osmar, prá liberdade que se conquista (Brasil, 2016, 76 min. Não recomendado para menores de 10 anos). De Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques. Entrada franca.
Cine Cultura Liberty Mall (SCN Qd. 2, Bl. D, S/N)

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