Política marca abertura da Mostra Brasília no Festival

O tema esteve presenta na fala de diretores e equipes que apresentaram filmes no Cine Brasília

postado em 18/09/2017 19:44 / atualizado em 18/09/2017 19:57

Ricardo Daehn

Divulgação/Festival de Brasília

 
A política marcou a abertura da Mostra Brasília na noite desta segunda-feira (18) no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na apresentação dos filmes exibidos com sala lotada, diretores e equipes falaram sobre o atual contexto social e político do país. 
 
"A luta se dá na ação direta; não nos discursos. Não se engane quem assistiu ao recente filme Não devore meu coração. A luta indígena não está na fronteira e no choque entre brasileiros e paraguaios. Existe uma nação, que é a Guarani, fortalecida na luta pela demarcação de terras", observou o diretor do curta Tekoha, som da terra, Rodrigo Arareju.
 
Entre citações à oligarquia patriarcal e à bancada ruralista do congresso Nacional, o Cine Brasília acolheu fitas locais como O vídeo de seis faces (de Maurício Chades) e O céu dos teus olhos, de Danilo e Diego Borges.

Apresentador da noite candanga no Cine Brasília, o ator Murilo Grossi comentou que "a resistência é tudo" e elogiou a iniciativa da Câmara Legislativa do DF, generosa no prêmio de R$ 240 mil espalhado para competidores da Mostra Brasília.
 
Público 
 
Antes de entrar na sala, a pedagoga capixaba Maria da Penha, 56 anos, comentou a universalidade do cinema. "Certamente os filmes abordarão temas deque goste e que me interessem bastante", disse.
 
Outro entusiasta do cinema local, ainda na fila da sessão com entrada franca, era o servidor público Deusaniro Junior, 55 anos. Ele tirou 10 dias de férias para curtir o evento. "Temos que valorizar a produção local. A mostra está mais prestigiada, agora com direito a horário mais nobre", comentou.

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